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Magalhães.

por FJV, em 07.03.09

 

 

Parece que o Magalhães tem «jogos interactivos» onde se apresenta um «festival de erros» de Português (ortografia, sintaxe, etc.). Não é de estranhar num ministério da Educação onde uma das suas directoras-gerais os antecipa a cada momento. O que é estranho, nisto tudo, é ninguém ter reparado naquele ministério que distribui os computadores como corolário da sua ideologia em termos pedagógicos. Sim, o Magalhães é o maior assassino da leitura em Portugal, como diz António Barreto: por exemplo, ninguém lê o que está lá dentro. Fachada, só fachada.

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13 comentários

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De joana a 07.03.2009 às 17:41

Pelo que tenho observado, o Magalhães serve para as crianças se reunirem nos intervalos a ouvir música e ver vídeos (isto quando não o fazem no decorrer da aula). Quando soa o toque de entrada, a preocupação é ligar o Magalhães à corrente para garantir que o bicho recarregue energias até ao recreio seguinte. Ah, e também serve os pais aplicarem os seus castigos: "Se não te portas bem, ficas sem o Magalhães durante o fim de semana."
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De GONIO a 07.03.2009 às 19:29

Num destes dias vi uma reportagem, num noticiário qualquer, de uma escola que é a mais hi-tech do país. Os alunos só têm magalhães (a propósito, por que é que o nome do PC da propaganda há-de ser escrito em maiúsculas?), e recebem automaticamente lá o que o professor escreve no quadro da sala. Conclui isto: as crianças quando muito saberão as letras, mas não saberão escrever nada sem ser num teclado. Para quem se queixa das letras dos médicos, estes ao menos têm a letra que têm por terem aprendido a escrever, e assim a modificar a sua letra, personalizando-a tanto que mais ninguém a entende.
Com as crianças da geração magalhães, nem letras nem nada. Quando muito, hieróglifos.
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De manuel gouveia a 07.03.2009 às 20:33

Porque é que não ficamos surpreendidos ?

Educação para quê? Se o maior instrumento de modernização da nossa educação tem um programa traduzido por um emigrante com a 4ª classe? Especialização para quê?

Mão precisamos de nada disso para triunfarmos!
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De maria a 07.03.2009 às 22:06

Estratégia Inovadora em contexto lúdico de caça ao erro através do uso das TIC.
Vocês não percebem nada disto.
Na ADD, fosse ele professor, este senhor emigrante alemão teria 10 ( Excelente) no parâmetro da utilização das TIC e 10 ( Excelente) no desenvolvimento de uma actividade de elevado valor pedagógico por ter incluído a caça ao erro na componente lúdica do Magalhâes: caçar o erro no joguinho.
Aprender Brincando e Brincando a Aprender, assim se aprende no Magalheduquemoreirês, não esquecendo nunca que a missão primordial da Escola é a socialização ( sim, isto também foi escrito no mail para Paredes de Coura).
O facto de se ter escrito que a missão fundamental da escola é socializar aponta para que a sua autora tenha sido mesmo Margarida Moreira pois só uma Educadora de Infãncia o poderia ter feito.
De facto, a missão primordial do ensino pré-primário é a socialização e isso qualquer Educadora de Infãncia afirma.
Já um professor do Ensino Básico e Secundário, não negando a importãncia da Escola na socialização, nunca afirmaria que essa é porém a sua missão fundamental.
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De oscar maximo a 08.03.2009 às 13:17

A 4* classe não é para aqui chamada. Tomara muitos com o 12* escrever como muitos com a dita.
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De manuel gouveia a 08.03.2009 às 19:14

Claro, nem faria muito sentido que tal tarefa fosse entregue a alguém habilitado com um curso universitário. Afinal nós somos um povo de analfabetos que chegou à Índia Bem observado.
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De Anónimo a 07.03.2009 às 23:17

afinal o tradutor não tinha a 4a classe…

vejam este link..

http://trocaopasso.wordpress.com/2009/03/07/erros-de-portugues-no-computador-magalhaes/

RM
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De maria a 07.03.2009 às 23:55

Dei uma vista de olhos no link que postou e noutros que dele derivam e só me ocorre isto:

Omo lava mais branco..
Pretendem branquear o quê?
Erros de palmatória são os do Informático Filósofo no domínio da Língua Portuguesa.
Se o homem não sabia traduzir, tivesse pedido a quem soubesse.

Palmatória para o branqueamento, mas é. E já agora, para os erros do Jorge Informático Filósofo, que pode perceber muito de Lunix ou lá o que é, mas que esqueceu o Português e esqueceu também que deveria ter chamado alguém para o ajudar na tarefa de tradução.

Não vai haver o professor generalista do 1º ao 6º ano?
Já temos o Informático TIC Generalista!

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De António a 08.03.2009 às 23:49

No conceito open source, as pessoas pelo mundo fora vão dando o seu contributo para o software, ora o Sr Jorge deu o pontapé de saída na tradução e era suposto, que a próxima pessoa que usasse o programa, ao detectar os erros os fosse corrigindo.

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De Oscar Carvalho a 08.03.2009 às 18:34

Tenho o prazer de discordar totalmente! Acho que não são os computadores que vão impedir as criancinhas de aprender a ler, e a familiarização com a informática desde cedo, só pode ser benéfica.
Vejam se arranjam outros motivos para dizer mal do governo porque este não funciona!
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De adolfo contreiras a 09.03.2009 às 03:48

Porra que já não há pachorra. Estes senhores não olham para a merda grande e pequena que já fizeram e fazem e farão quanto têm de realizar trabalho se é que não encomendam tudo já feito. Tal exigência de perfeição é doentia ou é perseguição aos governantes eleitos? Serão tais senhores tão divinos que os livros e prosas que publicam não têm erros?
Como sabe FJV que ninguém lê o que está dentro do computador? Consultou os milhares de alunos que o possuem? Todos os velhadas saudosistas e medrosos sitiados nos seus velhos castelos a ruir servem-se das velhas pedras para atirar pedradas a quem quer entrar, enquanto acenam com os valiosos pergaminhos bolorentos adquiridos na feira de vaidades.
A Joana foi corrida da Mesa, estará lá o lugar vago?
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De maria a 09.03.2009 às 07:14

Exigência de perfeição..?
Sr. Adolfo, coloque ai outras palavras para a gente encontra-las na boa ordem pois as suas palavras não se acordam no facto que o jogo está num ciclo sem fim.
eu só Peguei nas palavras dos jogos magalhaes e meti-las nos pontos vermelhos.
Tu, Adolfo, carrega e puxa os elementos para organizar a historia.

:)

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De Natália a 09.03.2009 às 21:18

Já agora, valia a pena alargar um pouco esta reflexão e pensar nas inovações tecnológicas introduzidas na educação e nos seus benefícios.
O Magalhães (mantenhamos ao menos a homenagem ao pioneiro português) contém erros de palmatória, serve para arquivar jogos e músicas, para pesquisar imagens terríveis na internet que serão censuradas por um tribunal e desviam o trabalho escolar do desenvolvimento de actividades de aprendizagem. Mas também pode trazer benefícios se for utilizado com moderação. Pensemos agora nos alunos mais velhos (do 5º ao 12º ano) a quem os pais, ou o estado - os contribuintes - pagaram também um computador portátil. E para que serve? Para pesquisar informação? Para realizar trabalhos mais completos de apresentação irrepreensível? Para aprofundar discussões civilizadas em fóruns, estabelecer uma ligação mais participativa com professores através do correio electrónico? Quem me dera!
Muitos destes computadores, que em breve estarão desactualizados e terão de ser substituídos (crise? Qual crise?), têm já as suas memórias cheias de jogos, música e pornografia. Conteúdos de estudo? Sim, alguns trabalhos integralmente copiados da internet. As bibliotecas escolares registaram um aumento considerável de frequência por parte dos alunos, porque é preciso encontrar uma mesa onde apoiar o aparelho para se poder jogar melhor. Porém, o equilíbrio começa a instalar-se e, à euforia inicial de uma escola "hi-tech " onde todos os alunos possuem o seu portátil (Oh Finlândia!), já a indiferença se instala e os alunos deixam o aparelho em casa, porque é pesado para transportar para a escola, porque dá muito trabalho realizar as tarefas indicadas pelo professor que não deixa jogar, porque também já não há dinheiro para pagar a internet.
Tem sido este o grande investimento do governo na reforma da educação!
Confirmar informação antes de a divulgar? Sim, confirmo-a todos os dias.

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