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Libertar a escola.

por FJV, em 11.02.09

A frase (de Marçal Grilo, ex-ministro da Educação) devia ser pacífica: «O país e as famílias perceberam que não basta andar na escola e passar de ano, é preciso saber.» Mas não é. A grande ‘vitória da educação’, nos últimos tempos, chama-se ‘melhoria das estatísticas’; melhorando-se as estatísticas, melhora-se oficialmente a ‘qualidade do ensino’, em vez de ser ao contrário. Ora, acontece que, na maior parte das vezes, a melhoria das estatísticas não tem a ver com a melhoria do aproveitamento escolar. Todos os instrumentos estão lá, na escola – mas faltam os ingredientes fundamentais, a exigência, uma certa disciplina, e autonomia. A escola não pode progredir se estiver dependente de todas as influências e pressões. Não pode ser uma extensão do governo ou da família.

[No Correio da Manhã]

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13 comentários

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De Vicente a 17.02.2009 às 09:21

No Liceu de província onde estudei havia: ring de patinagem; anfiteatro com quadro de lousa pautado e um piano de cauda; havia laboratórios de biologia, de física de química; pista com caixa de areia para atletismo; ...
Do que se construiu entretanto nem falo, mas no mesmo Liceu de província, o ring de patinagem é agora um parque de estacionamento e na pista de saltos medram uns "pinheiros" exóticos.
A minha filha ainda não saiu do Liceu e a gramática que aprendeu quando lá entrou já não serve!
Alguém devia pensar nisto.

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