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Libertar a escola.

por FJV, em 11.02.09

A frase (de Marçal Grilo, ex-ministro da Educação) devia ser pacífica: «O país e as famílias perceberam que não basta andar na escola e passar de ano, é preciso saber.» Mas não é. A grande ‘vitória da educação’, nos últimos tempos, chama-se ‘melhoria das estatísticas’; melhorando-se as estatísticas, melhora-se oficialmente a ‘qualidade do ensino’, em vez de ser ao contrário. Ora, acontece que, na maior parte das vezes, a melhoria das estatísticas não tem a ver com a melhoria do aproveitamento escolar. Todos os instrumentos estão lá, na escola – mas faltam os ingredientes fundamentais, a exigência, uma certa disciplina, e autonomia. A escola não pode progredir se estiver dependente de todas as influências e pressões. Não pode ser uma extensão do governo ou da família.

[No Correio da Manhã]

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13 comentários

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De Luísa a 16.02.2009 às 15:52

Deixo um excerto de um post que escrevi recentemente:

Ao continuarmos a olhar para as escolas, para os alunos, para os professores, e até para os pais, como se todos fossem iguais...não podemos esperar grandes mudanças na escola pública.
Cada escola tem a sua realidade, o seu tecido social específico - umas mais homogéneas, outras mais heterogéneas, umas com alunos mais difíceis outras menos...
Assim, o projecto de cada escola terá que ser pensado e ajustado de acordo com a população alvo, para que as suas respostas possam ir de encontro às especificidades desse mesmo público-alvo.
Quando discutimos o número de alunos por turma, a formação dos professores, a adaptação do currículo, a pertinência na escola de técnicos de apoio aos alunos e às famílias desestruturadas...a resposta a estas, e outras questões, terá que ser adaptada de acordo com cada realidade.

(in www.voxnostra.blogspot.com, 08 de Fevereiro)

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