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Libertar a escola.

por FJV, em 11.02.09

A frase (de Marçal Grilo, ex-ministro da Educação) devia ser pacífica: «O país e as famílias perceberam que não basta andar na escola e passar de ano, é preciso saber.» Mas não é. A grande ‘vitória da educação’, nos últimos tempos, chama-se ‘melhoria das estatísticas’; melhorando-se as estatísticas, melhora-se oficialmente a ‘qualidade do ensino’, em vez de ser ao contrário. Ora, acontece que, na maior parte das vezes, a melhoria das estatísticas não tem a ver com a melhoria do aproveitamento escolar. Todos os instrumentos estão lá, na escola – mas faltam os ingredientes fundamentais, a exigência, uma certa disciplina, e autonomia. A escola não pode progredir se estiver dependente de todas as influências e pressões. Não pode ser uma extensão do governo ou da família.

[No Correio da Manhã]

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13 comentários

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De JCM a 12.02.2009 às 22:00

Falta mais alguma coisa. Falta tratar de forma diferente aquilo que é diferente. Por exemplo, não se pode olhar para a massa de professores como se eles fizessem todos a mesma coisa. Não fazem. Não é a mesma coisa trabalhar como educador de infância ou dar aulas no ensino secundário. Não é a mesma coisa ensinar no 2.º ou 3.º ciclos ou ensinar no "secundário" profissional. Mas o problema não é apenas relativo aos professores. O problema é a forma como essa identificação orgânica gera um achatamento do currículo e transforma o ensino secundário, por exemplo, numa espécie de jardim de infância para adolescentes retardados. Uma das coisas mais importantes, a par da disciplina, da exigência, do rigor, é a diferenciação clara dos níveis de ensino. Mas isto é coisa que arrepia ministério e sindicatos.

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