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Libertar a escola.

por FJV, em 11.02.09

A frase (de Marçal Grilo, ex-ministro da Educação) devia ser pacífica: «O país e as famílias perceberam que não basta andar na escola e passar de ano, é preciso saber.» Mas não é. A grande ‘vitória da educação’, nos últimos tempos, chama-se ‘melhoria das estatísticas’; melhorando-se as estatísticas, melhora-se oficialmente a ‘qualidade do ensino’, em vez de ser ao contrário. Ora, acontece que, na maior parte das vezes, a melhoria das estatísticas não tem a ver com a melhoria do aproveitamento escolar. Todos os instrumentos estão lá, na escola – mas faltam os ingredientes fundamentais, a exigência, uma certa disciplina, e autonomia. A escola não pode progredir se estiver dependente de todas as influências e pressões. Não pode ser uma extensão do governo ou da família.

[No Correio da Manhã]

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13 comentários

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De Maria das Mercês a 11.02.2009 às 18:44

Tenho um filho com 16 anos, acabado de chegar ao 10º ano de Artes. Corta-se-me o coração ao ver a desmotivação dos alunos, as políticas da escola, a falta de sensibilidade dos profs. Porquê? Sinal dos tempos? Vícios? Evolução irreversível? Só sei que o meu filho está a começar a duvidar de si próprio. Já não acredita no sistema. Tem apenas 16 anos, mas não é tolo. Ainda hoje me disse que não quer ser mais um entre biliões, mas não sabe como fazer isso. Só espero que encontre o caminho dele. Que, muito dificilmente, passará pelo sistema de ensino/educação que temos. Falta sensatez às classes governantes. Um pouco de sensatez...

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