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Para lá do ressentimento.

por FJV, em 09.01.09

Muitas coisas se poderiam dizer sobre Bénard da Costa e o seu papel à frente da Cinemateca Portuguesa, que agora abandona. Uma delas tem a ver com a sua paixão pelo cinema (o seu olhar aproxima-se do cinema como um tigre amável, devorando-o sem crueldade), obviamente. Outra, com as suas escolhas para a programação, sempre discutíveis ou indiscutíveis – mas boas. A Cinemateca, graças a Bénard e às suas equipas, transformou-se num lugar essencial da nossa geografia cultural. Talvez ela precise de outro sangue, e Pedro Mexia é um nome capaz de renovar a casa. Eu lembro sobretudo os seus textos (sobretudo um deles, o mais notável e genial, intitulado «As Mamas de Jane Russell») e o seu sofrimento amoroso pelo cinema. E acho que ele merece a nossa homenagem. E o nosso respeito.

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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4 comentários

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De Niet a 10.01.2009 às 00:37

A cena cultural portuguesa não aguenta mais estes contratempos burcráticos e senis.J.Bénard da Costa, o incandescente tradutor de Georges Bataille, e o preclaro fundador e programador da Cinemateca, devia há cinco anos terabandonado o posto.Por todas as razões e mais uma: pela ética convulsiva de dar lugar à transformação e o imperativo categórico de mudar de vida. Niet

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