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O Presidente.

por FJV, em 30.12.08

Quase nada a dizer: Cavaco esteve à altura, denunciando uma lei mal feita, e explicando-o com clareza aos portugueses. Consequências? Temos um ano pela frente. Talvez agora se perceba (sobretudo os brincalhões do costume, de piada fácil sobre Cavaco) o que significa «cumprir a Constituição». Todos saem mal do retrato: o PS, que tomou por guerra uma birra para «meter o presidente na ordem», lutou por uma lei inconstitucional; José Sócrates, que o permitiu deslealmente, apoiou o comportamento irresponsável de um grupo de arrivistas que julga que a maioria absoluta permite fazer aprovar leis iníquas; o PSD, que inclusive proibiu deputados de votar contra a lei, foi desleal com o Presidente e comportou-se, no Parlamento, como uma múmia sem dignidade. Contra tudo isto, o Presidente foi mais do que claro: está aberto o jogo. Temos quem nos defenda e quem defenda a democracia.

 

PS - Caro Eduardo: não podes alterar a qualidade dos eleitores de Cavaco conforme as circunstâncias, nem interpretar a sua opinião de acordo com as perguntas de Mário Crespo, essas sim, dignas da Somália.

 

P.S.2 - Ler o texto de João Gonçalves.

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10 comentários

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De Amêijoa Fresca a 30.12.2008 às 15:33

A classe política reflecte Portugal, /
um país muito atrasado, /
a tristeza é geral /
como muito bem canta o fado.

Assuntos bem sérios para discutir, /
como a nossa falta de riqueza, /
mas, neste país sem advir /
os políticos revelam pouca esperteza.

O problema constitucional, /
em que o Estatuto dos Açores está centrado, /
originou esta atitude presidencial /
de um político ponderado.

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