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A indústria da crise.

por FJV, em 22.12.08

A “indústria da crise” está em grande actividade. Em momentos politicamente difíceis – ou ‘complexos’ – a palavra “crise” é ambivalente. Serve para a oposição e serve para o governo. Vacinados contra o queixume, os eleitores já não se deixam embalar pelo discurso mais fácil que brada por soluções evidentes e quer aplicar receitas milagrosas. Pelo contrário, detectam nos outros a sua própria malandrice. Desconfiam – e fazem bem. Assistem, com a ironia disponível, ao festival dos membros do governo que mencionam “a crise” para justificar a maior parte das medidas de carácter político excepcional. A “crise” é real – mas é também uma muleta para quem já não pode cumprir mais promessas. Em 2009 a “crise” vai justificar tudo. A maioria vai aceitar. Mas sabe que está a ser enganada.

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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5 comentários

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De ugo a 22.12.2008 às 15:15

ontem houve futebol...n reparou?
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De Tiago Moreira Ramalho a 22.12.2008 às 20:01

Outch! Principalmente as últimas três linhas... Outch!
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De niagara a 22.12.2008 às 20:25

A situação que vivemos actualmente, mais do que qualquer outra coisa, revela a absoluta inépcia de todos aqueles que têm feito da governação um acto falido de navegação à vista, ao longo dos últimos anos. Talvez isso, mais do que qualquer outra coisa, venha a contribuir para a falência de um sistema baseado na mais absoluta ausencia de valores. Quem se vai safar... provavelmente aqueles para quem a crise é uma presença endémica. Mas só se for pelas piores razões, como sempre...
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De manuel tavares a 22.12.2008 às 21:01

tenho a ideia de que em matéria de comentário político-social o Francisco José Viegas devia xigir mais de si mesmo em sede de rigor, conhecimento e riqueza de raciocínio - já que está obrigado a mais do que ficções...
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De teofilo m. a 22.12.2008 às 22:29

Infelizmente, esta é uma predição que tem já aposto o carimbo de acertou, mas que fazer num País, pequenino, de mentes pequeninas, com gente mesquinha que se esgadanha pelo poder a todo o custo, em que as ideias não abundam (nem tampouco o dinheiro), e onde todos se miram na esperança de encontrar um D. Sebastião?

E que havemos de fazer? Seguir o conselho do Abrunhosa? Talvez...

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