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Limpinho.

por FJV, em 18.12.08

Manuel Alegre diz que quer tudo limpinho: “Que as forças conservadoras se assumam e que a esquerda seja esquerda.” Nada mais simples. O retrato desse mundo vem nos manuais, explicado com clareza e ilustrado por esquemas providenciais que mostram duas cores distintas – a da esquerda e a da direita. Infelizmente, essa realidade a duas cores está longe do espectro em que as pessoas se movem: aqui e ali contam mais as tonalidades, as sombras, os declives e até as aparências. Geralmente, queremos que os outros sejam como achamos que eles devem ser. Mas o problema é que a realidade, muito sacana, vem atrapalhar tudo e encher a vida de surpresas. No caixote de lixo da história e da política há bastantes desses manuais feitos para gente simples; alguns nem para reciclar são úteis.

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6 comentários

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De Henrik a 18.12.2008 às 18:46

Tudo muito Kantiano para um deputado meio-marxista-leninista. Ou não será que é isso o socialismo? Lembra-me um pouco as histórias infantis: os bons aqui os maus ali, tudo dividido e organizadinho. É demasiado pueril. É quase um pedido à mãezinha ou ao pai-natal: «senhor pai-natal o mundo está às avessas, os de esquerda não são de esquerda (já ninguém sabe o que é ser de esquerda, lê-se Lenine mas não Marx) os de direita são meio centrão. Eu não consigo viver neste mundo caótico, por favor neste natal traga-me ordo ad chao».

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