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Sapataria.

por FJV, em 17.12.08

Alguns jornais interrogavam-se, ontem, sobre se Muntadar al-Zaidi, o jornalista iraquiano que atirou um sapato a George Bush, era um herói ou um delinquente num país onde heroísmo e delinquência se cruzam várias vezes por dia. Trata-se, portanto, de uma pergunta deslocada, até porque um sapato não é propriamente uma pedra – e tem mais graça. Mas é um sapato. O gesto corre o risco de virar moda, se bem que as pessoas não achassem tanta graça se o sapato atingisse a cabeça de Hugo Chávez ou de Lula da Silva, ideologicamente protegidos contra o arremesso. Cada sapato tem a sua ideologia. E, desculpando-se o gesto hoje, quem sabe se não o justificaremos amanhã. Mesmo que o sapato de Muntadar al-Zaidi sirva apenas para mostrar que o presidente americano não passa de um alvo.

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3 comentários

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De João Paulo Brito a 17.12.2008 às 18:57

Morro de inveja do iraquiano que atirou o sapato a Bush. Mas confesso que também adoraria mandar um sapato ou coisa pior a Kadafi, Chavez, Amahdinejad ou Mugabe.
Infelizmente isso é proibido pela brigada politicamente correcta, ou porque estes senhores foram democraticamente eleitos (mas estranhamente esse critério nunca se aplica a Chefes de Estado ocidentais) ou então porque são contra americanos, ainda que no caminho eles dêem cabo dos seus próprios países.
De qualquer modo, acho que estou a ser influenciado pela terrível máquina mediática do Ocidente que manipula a informação e me engana constantemente.
Realmente é melhor seguirmos a comunicação social venezuelana ou líbia que têm uma grande tradição de rigor informativo. Pelo menos é o que a brigada politicamente correcta diz.
Acho que vou partir montras para Atenas. Esta confusão só me dá vontade de partir coisas.
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De nuno ferreira a 17.12.2008 às 21:41

No mundo muçulmano, atirar um sapato não tem graça nenhuma
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De manuel vaz a 18.12.2008 às 15:05

O Bush foi democráticamente eleito, mas para mandar nos Americanos, não em quem atirou o sapato. Nunca vi um imperialismo democrático.

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