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Ramiro Fonte (1957-2008)

por FJV, em 12.10.08

 

O poeta Ramiro Fonte (que era, também, director do Instituto Cervantes de Lisboa) morreu em Barcelona este fim-de-semana.

[Ramiro Fonte em Barcelona,

em Junho deste ano]

 

PROMESA

Quizá fuesen mejores
Nuestros corazones cuando eran frágiles
Y algún golpe de mar, o la noche de julio
Pudieran abrirles las calladas heridas
Que ahora, y para siempre, llamaremos nostalgias.
Quizá fuesen mejores cuando eran
Cual regatos ligeros o lluviosas tardes
Que mojaban la infancia y partían
Un dominio común; un valle abierto,
Inmensos arenales, aquel balcón
Detenido en la presencia de pulidos geranios.
No eligieron barcos para partir lejos;
Ni la brisa liviana de un verano
Para que los apagase, con su fuego insumiso.
Semejantes a los hombres, desearon
A los árboles antiguos de esta tierra.

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2 comentários

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De Luís Fonseca a 13.10.2008 às 00:00

Gostei muito de o ver e ouvir nos Encontros de Literatura de Viagem, em Matosinhos.
Que descanse em paz.
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De Mário Moreira a 13.10.2008 às 15:10

Grande poeta, entusiasta da Literatura, amante de Pessoa e de Eça e com um sentido de humor desconcertante. Ficou uma conversa por ter.

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