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Adeus.

por FJV, em 03.10.08

 

Adeus, Dinis. Até amanhã, entre fumo e histórias — as de futebol e andorinhas, as que nos enchiam de riso e as que havemos de contar ainda.

Dinis Machado, o autor de O Que Diz Molero, morreu hoje, sexta-feira. Ele era, também, Dennis McShade.

 

 

 

Dinis Machado é o autor de um dos livros que, se fôssemos mais tocados pela palavra «gratidão», elogiaríamos com mais frequência: O Que Diz Molero, publicado quando a ficção portuguesa não sabia que era portuguesa e ignorava que tinha de trocar de bandeiras, por volta de 1977. O Que Diz Molero, o livro que não envelhece, foi o primeiro grande best-seller de ficção portuguesa depois da revolução e transportava uma imensa alegria nas suas páginas. Ora, na época em que a chamada «literatura policial» não se escrevia em nome próprio (até porque, no Portugal de Salazar, não havia razões para que os romances se ocupassem de crimes lusitanos – que «não existiam»), Dinis Machado inventou um personagem admirável, o assassino Peter Maynard (devedor de Pierre Ménard, a quem Jorge Luis Borges atribui a proeza de reescrever o Quijote palavra a palavra), e um pseudónimo adequado para figurar como autor: Dennis McShade. [Do Editorial da LER 72]

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6 comentários

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De ams a 04.10.2008 às 00:15

"quando a ficção portuguesa não sabia que era portuguesa e ignorava que tinha de trocar de bandeiras (...). Se pudesse explicar, agradecia.

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