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Reflexões sobre o almoço.

por FJV, em 30.09.08

Para já, a crise financeira chega a Portugal como um eco de falências e turbulências na bolsa. O “cidadão médio”, no entanto, faz contas. E são simples: afastado da ribalta da grande especulação, limita-se a recordar as aulas de contabilidade salazarista, que é a mais apropriada para o seu caso – não pode gastar mais do que ganha. Bem vistas as coisas, pela lógica dessa contabilidade, também os bancos não podiam emprestar mais do que tinham, para que os clientes não pudessem dever mais do que podiam. O alto capitalismo vive na corda bamba, o que é bom para grandes contas e riscos incalculáveis, mas fatal para a economia de quem vive com decência. E é isso: o “cidadão médio” faz contas: deve o telemóvel, parte da casa, parte do carro, parte das férias. Ou seja, aprende o que já sabia – que um almoço nunca é de graça.

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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1 comentário

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De Edgar Fernandes a 03.10.2008 às 15:02

Entrando no tema da contagem de trocos, devo também referir aqueles trocos que se amealham para construir algo no fim de vida em que se andou toda a labuta a pensar. algum património, um jardim, um campo no país real...
Os meus sogros fizeram essa poupança, iam agora passar à construção, mas heis que terão de adiar por mais uns tempos, pois obriga agora a lei que haja em todas as casas, públicas ou privadas, acessos e WC adaptados a deficientes motores. Conclusão: há que refazer parte do projecto, aguardar mais uns tempos e gastar mais uns trocos, para no fim ter mais espaço para olhar enquanto se satisfaz as necessidades fisiológicas. Há com cada intromissão! Já nem na casa de banho estamos descansados!

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