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As casas.

por FJV, em 30.09.08

Não há argumentos nem desculpas que justifiquem o escândalo. O problema do escândalo é que o escândalo se limita a escandalizar, toda a gente vem gritar para o meio da rua, as virgens ajeitam os xailes e a coisa fica por aí (e, como diz Vital Moreira, a arbitrariedade acaba por ser premiada com a impunidade)... Por exemplo, os jornais anunciam que há 3000 casas atribuídas de forma arbitrária; conhecemos alguns nomes, que servem de bode expiatório e que cobrem a generalidade das presidências da autarquia nos últimos anos. Krus Abecasis, como está morto, é o candidato a maior culpado; mas eu agradecia que os jornais investigassem mesmo os nomes dos jornalistas, por exemplo, que vivem em casas cedidas pela Câmara e não se limitassem a crucificar Baptista-Bastos.

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2 comentários

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De João Paulo Brito a 01.10.2008 às 12:49

Só tenho pena que não saia a lista dos pobres cidadãos que receberam as casinhas modestas da Câmara e que, de acordo com as notícias, passam a vida em público a falar de justiça social.

Apesar disso já há algumas reacções interessantes. Vitorino (o cantor), eterno campeão dos oprimidos e arauto da esquerda moderna, já veio dizer que, embora não tenha recebido uma casa (mas que de certeza devido ao seu enorme talento já devia ter recebido), a Câmara devia dar casas aos artistas como se faz na Europa.

Não sei em que sítios da Europa isso se faz, mas se se faz, e como Vitorino pretende que se faça em Portugal, gostava de saber porque terão os artistas direito a casas ao preço da uva mijona, enquanto o resto dos contribuintes tem de ficar escravo uma vida inteira de um mísero T2 ou T3 a 2 horas de distância do emprego em subúrbios que parecem saídos de uma noite de ácido marado de um autarca louco.

É por alarvidades destas que me recuso a contribuir para estes pobres artistas que andam sempre tão necessitados do erário público mas que vivem sempre nos melhores sítios das cidades. Mais vale comprar CDs da Britney Spears . A música é má mas ao menos ela não anda com o discurso da treta de apoio às artes, vulgo, funcionalização pública de génios incompreendidos.
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De Nuno M. Albuquerque a 01.10.2008 às 16:27

Depois do artigo de hoje no DN, acho que já se crucificou de vez.

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