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O caso demográfico português.

por FJV, em 19.09.08

O Expresso desta semana tratará o caso demográfico português: «Pela primeira vez em 90 anos houve crescimento negativo na população portuguesa: em 2007 morreram mais pessoas do que nasceram no nosso país.» Nada disso é estranho, mas a mim surpreendem-me sempre as «políticas públicas» que punem os que se abstêm de reproduzir-se abundantemente em favor das contas da Previdência. Houve uma tentativa, felizmente arrumada na categoria das iniciativas inúteis e pró-chinesas, mas prometem-se mais. Os portugueses não querem reproduzir-se; estão para gozar a vida.

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4 comentários

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De arroba a 19.09.2008 às 11:33

Uns porque querem gozar a vida; outros porque já perceberam que parir e educar só se forem os burros - a mentira e a ganância tomaram conta da sociedade.

Se já nem trabalho há para os que cá andam, para quê pôr cá mais; para depois andarem a "gozar a vida".

Isto, claro está, na cabeça dos que ainda vão pensando qualquer coisinha!
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De Rui a 19.09.2008 às 22:03

Essa é uma maneira de ver as coisas, ainda assim bastante optimista: e se tiverem sido as mortes que aumentaram e não os nascimentos que diminuíram ? Que tem havido um esforço nesse sentido, e que promete mais (as 65 horas de trabalho semanal, por exemplo), disso não tenho dúvidas.
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De JL a 20.09.2008 às 00:30

E estes dados nem sequer estão correctos. Faltam aqui os que já morreram e ainda não deram por isso.
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De Sofia Ventura a 20.09.2008 às 12:31

"Os portugueses não querem reproduzir-se; estão para gozar a vida. "

Não concordo nada com esta conclusão. Falo do alto da minha idade fértil e digo que, se os portugueses não têm mais filhos é porque não têm condições para isso.
Há coisa de semanas um jornal dizia que a média salarial do trabalhador dependente, em Portugal, é qualquer coisa como € 700. Uma amiga considera dispensar um trabalho em Lisboa porque aqui não acha uma creche em condições por € 250 (que é o que paga em Évora) e tem de suportar o alojamento (actualmente, tem 2 filhas e mora em casa da mãe). As mulheres continuam a ter de fazer um esforço hercúleo para coordenar trabalho e maternidade, enquanto lutam contra o preconceito dos empregadores (outra notícia foi que, em média as mulheres, pelo menos trabalho, ganham qualquer coisa como 70% da retribuição de um colega homem). Estes são só alguns dos factores que um casal pondera antes de se meter numa empreitada a que, depois, não consegue corresponder.
Portanto, não me venham com a conversa de que os portugueses não têm mais filhos porque são imaturos e irresponsáveis. Se calhar, é, precisamente, porque são resposáveis que não têm filhos.

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