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Violência doméstica.

por FJV, em 02.09.08

Ontem, os jornais noticiavam que os partidos estavam de acordo com a prisão preventiva em caso de violência doméstica. Na verdade, de entre os crimes contra as pessoas, a violência doméstica é o mais abjecto – sobretudo a que é dirigida contra velhos e crianças, que não podem defender-se nem têm voz. Mas a preocupação central é com a relação entre maridos e mulheres. Fico sensibilizado mas acho que o importante é mostrar que os maridos e as mulheres podem lutar pela sua dignidade sem que os políticos enobreçam o estatuto da vítima. Um estudo da Universidade do Minho diz que 25% dos jovens entre os 15 e os 25 anos já foram vítimas de violência numa relação amorosa. Sovas, murros, pontapés e sexo forçado começam na adolescência. Os políticos que tenham cuidado e estudem.

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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11 comentários

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De henedina a 04.09.2008 às 00:53

Já tinha visto este post e achei que era tão previsível que eu escrevesse um comentário que resolvi contrariar a previsibilidade.
Mas os comentários estão violentos, quase exigem prisão preventiva. Não é um post completamente feliz mas cada um expressa o que lhe vai dentro, e depois discute mas calma!
A violência doméstica entre homem e mulher é um caso complexo e simples. Ex: se ele é alcoólico se ainda não lhe bateu... vai bater. Se lhe dá bofetadas porque "gosta muito de si, e é ciumento quando namora", não case com ele é claro que lhe vai bater.
Se quando o contraria, tem pouca expressão verbal e fica furioso com isso e lhe ergue a mão e vira e dá murros na parede, um dia a parede vai ser a sua cara. Se não lhe permite escolher a roupa, não lhe permite sair, vigia o TM e tem conflitos só de olharem para si...claro que "o seu namorado lhe está a mostrar amor" e tanto que é melhor não ter mais desse. Depois há os complicados, relações de dependência emocional que essas ninguém está livre de um dia ter, mas como eu costumo dizer as mulheres o primeiro passo para não seres maltratada é teres estudos, inteligência , saber, independência económica. E estar dependente economicamente de um homem é pôr-se a jeito para o abuso. E se já estás na violência , levanta a cabeça, vira-te, e agredi-lo . Fá-lo com a cabeça fria, só com ele, tendo perto alguém que te possa ajudar e olhando nos olhos sem medo e que ele se convença que atingiste um limite e se ele volta a tocar ele corre perigo.

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