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Poemas perdidos. Manuel António Pina.

por FJV, em 22.07.08

 

Real, real porque me abandonaste?
E, no entanto, às vezes bem preciso
de entregar nas tuas mãos o meu espírito
e que, por um momento, baste

que seja feita a tua vontade
para tudo de novo ter sentido,
não digo a vida, mas ao menos o vivido,
nomes e coisas, livre arbítrio, causalidade.

Oh, juntar os pedaços de todos os livros
e desimaginar o mundo, descriá-lo,
amarrado ao mastro mais altivo
do passado! Mas onde encontrar um passado?

 

Manuel António Pina, Os Livros. Assírio & Alvim

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5 comentários

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De S. a 22.07.2008 às 01:58

Excelente poeta. Descobri a sua poesia por acaso, com a obra "Poesia Reunida", também publicada pela pela Assírio & Alvim. Escritores assim não deviam ser descobertos por acaso.

Não tinha tido, até agora, conhecimento do título aqui referido. Aqui fica a minha gratidão pela referência.

Cumprimentos
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De elmanofilo a 22.07.2008 às 10:59

M.A . Pina tem na poesia a sua expressão mais sublime, mais integra.

A sua lucidez e o seu espírito rebelde e perspicaz solta-se completamente na pequena coluna do JN (última página) onde emite autênticas pérolas de sabedoria.

Mas, coitado, ainda não caiu nas boas graças do stablishment !!!
então não querem lá ver que o homem acredita em escutas telefónicas e «barbaridades» do género?!

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M.A . Pina tem na poesia a sua expressão mais sublime, mais integra. <BR><BR>A sua lucidez e o seu espírito rebelde e perspicaz solta-se completamente na pequena coluna do JN (última página) onde emite autênticas pérolas de sabedoria. <BR><BR>Mas, coitado, ainda não caiu nas boas graças do stablishment !!! <BR>então não querem lá ver que o homem acredita em escutas telefónicas e «barbaridades» do género?! <BR><BR><BR class=incorrect name="incorrect" <a>http</A> :/ rouxinoldebernardim.blospot.com
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De ali a 22.07.2008 às 18:10

Então o oliveira também tem queda prá poesia?

Alberto
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De o1ro da noite a 26.07.2008 às 15:52

Um dos poetas de eleição, poeta e jornalista com pepitas de fina ironia e de acutilante sabedoria, na crónica POR OUTRAS PALAVRAS, no Jornal de Notícias. Gostaria de aceder ao seu contacto pessoal, para lhe pedir a autorização de colocar alguns dos seus poemas e crónicas no meu blogue Oiro da Noite, primeiro verso do poema Oração, e que é a minha singela homenagem ao poeta solar «do oiro do dia», Eugénio de Andrade, homenagem, no fundo, à Arte Maior da Poesia, de um seu simples amador.
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De Menina_marota a 03.08.2008 às 09:43

"Oh, juntar os pedaços de todos os livros
e desimaginar o mundo, descriá-lo,
amarrado ao mastro mais altivo
do passado! Mas onde encontrar um passado?"

Um Poeta e Jornalista que muito admiro, pois a sua obra é apaixonante!!

Grata por o partilhar!

Um abraço e bom domingo ;)

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