De Anónimo a 22.06.2008 às 18:03
medo de ver.
É um "meio" que só exista no Porto? Outros "meios" existem em Lisboa, no Algarve, nos subúrbios de Lisboa, nalguns casos com diferentes níveis de perigosidade e com outro tipo de ligações políticas, com problemas étnicos diferentes, mas, em nenhum outro sítio, se associou ao nome da cidade, ou o nome de um clube, a um mesmo grupo de personagens, a um mesmo milieu, a melhor palavra para designar o ambiente miasmático em que tudo se passa.
Numa também típica reacção "italiana" - os mafiosos dos Sopranos quando são perseguidos pelos seus crimes respondem que se trata de uma perseguição aos italo-americanos -, levantam-se vozes indignadas a defender, imaginem, o Porto e o FCP "nojentamente" atacados por mim. Um deles escreve que "crimes como estes não são fáceis de explicar, as suas razões profundas são difíceis de entender. Fácil, fácil, é dizer que a culpa é do FC Porto", o que como é óbvio ninguém disse, e outro escreve esta pérola: "De Pacheco Pereira podemos esperar tudo, desde que vivamos na Área Metropolitana do Porto." As mais sinistras intenções me são atribuídas e as ameaças veladas ou às claras abundam. As mesmas pessoas que em público dizem que nada disto existe e que estou a exagerar, dizem-me depois em privado para ter cuidado, muito cuidado.
Os artigos citados são de David Pontes no Jornal de Notícias e de Manuel Tavares no Jogo, os dois de 14 de Dezembro de 2007. Ambos se inserem numa campanha de ódio ad hominem, sendo que a desonestidade e falsidade do primeiro, escrito por um responsável do jornal de que José Saraiva foi director, intitulado "As costas largas do FC do Porto", representa uma deturpação deliberada destinada a acirrar a violência cujos ecos se encontram aqui entre insultos e apelos à agressão física.
Os jornais do Porto e alguns desportivos, cujo papel na denúncia deste tipo de "meios" é escassa para não dizer nula, mesmo quando agressões violentas a jornalistas os deveriam ter obrigado a um sobressalto moral, fazem assim um péssimo serviço à cidade e aos seus valores. Deveriam lembrar-se do rol das agressões a jornalistas que se estende desde o final dos anos 80 até aos dias de hoje e em que os jornalistas desportivos têm um lugar de honra, mas não só. Carlos Pinhão, Eugénio Queirós, João Freitas, Manuela Freitas, Marinho Neves, Paulo Martins, entre outros, a que se associa José Saraiva, militante do PS e director durante muitos anos do Jornal de Notícias, já falecido, conheceram o "meio" na prática.
"20.11.1988 – Em Aveiro, Carlos Pinhão de A BOLA foi agredido no final de Beira Mar-Fcporto. O MP não acompanhou a queixa por falta de provas. No mesmo dia, Martins Morim, do mesmo jornal quando abandonava o estádio foi empurrado por um grupo de indivíduos entre os quais identificou Tonio Maluco. O guarda Abel disse aos jornalistas que “era melhor do que cair por uma ribanceira” (...)