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À atenção dos apreciadores de estatísticas. Uma pequena vergonha nacional.

por FJV, em 20.06.08

Ou muito me engano ou, no próximo ano, os hierofantes do Ministério da Educação (aqueles que acham que os professores de Matemática percebem de Matemática mas não percebem de «avaliação» -- uma declaração que deveria forçar a comissão de educação do Parlamento a chamá-los para esclarecer o assunto) dirão que houve uma substancial melhoria da estatísticas e que o homem novo está a caminho com uma taxa de sucesso a festejar. Basta ver a manigância a que eles (os que percebem de «avaliação») se dedicaram. Se não fosse trágico para o sistema de ensino, contaríamos mais uma anedota sobre o assunto.

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7 comentários

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De Cátia a 21.06.2008 às 09:16

Já suspeitava que o sistema de educação não estava a funcionar com base nos objectivos correctos mas nunca pensei que se chegasse a este ponto de insensatez.

Exames que seriam de extrema utilidade para averiguar os conhecimentos e dificuldades dos exames, parecem ter sido transformados em mero instrumento político.

Aconselho a quem tiver possibilidade de o fazer, a consulta das provas de afirição de 2007 e de 2008, disponíveis na página do GAVE.

Já própria mudança de modelo de exames nacionais não me havia agradado.

Por exemplo, o exame nacional de português B (12.º ano) antes da reforma apenas incluia questões que implicavam que o estudante respondesse pelas suas próprias palavras (permitindo averiguar a qualidade do português)

Enquanto que o novo (actual) exame nacional de português do 12.º ano engloba questões de resposta múltipla e afins, para além de englobar questões acerca de gramática (algo que foi leccionado ao longo de todo o ensino básico e que se pressupunha como conhecimento assente, vindo agora ocupar espaço nos programas, retirando espaço a outras matérias relevantes - A obra de Vergílio Ferreira, que era uma importante referência no programa, desapareceu).
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De Cátia a 21.06.2008 às 09:17

Correcção: Exames que seriam de extrema utilidade para averiguar os conhecimentos e dificuldades dos alunos, parecem ter sido transformados em mero instrumento político.
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De clara martins a 22.06.2008 às 16:57

os exames actuais do 12º ano são baseados no s também actuais programas do 12º ano (produto da equipa ministerial do governo PSD/PP). Por outro lado, o domínio da gramática é sempre necessário e, infelizmente, nunca está adquirido, basta ouvir alguns dos nossos parlamentares e alguns dos comentadores televisivos, etc, etc. Começa a tornar-se ridícula essa obsessão com a actual equipa ministerial. Além disso, meu car, as provasw não são elaboradas pela equipa ministerial, como é óbvio, mas sim por professores!

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