Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



O cantinho do hooligan. Olhar em perspectiva.

por FJV, em 20.06.08

1. O aborrecido em futebol é que alguém tem que perder e às vezes quem  perde são os nossos. Antes assim, do que aumentar a bolha do «somos os maiores»; porque não éramos, dadas as circunstâncias de termos um treinador que insiste em burrices consagradas ao som de Roberto Leal. Com outro treinador, estes jogadores iriam mais longe. Maiores foram os alemães, mais rápidos, mais sólidos, mais concentrados e com uma bússola que lhes mostrava a direcção da baliza. Mesmo assim, a rapaziada não jogou mal mas a verdade é que depois de rever as partidas contra o Azerbaijão, a Polónia ou a Finlândia, compreende-se: Scolari gosta de futebol de flippers: cada jogador transformado num botãozinho, Ronaldo preso ao lugar menos indicado e todos a jogar para a equipa (eu nunca percebi isso), com a excepção de Deco, que esteve genial (apenas ele, valha a verdade). Alguns comentadores falam da Alemanha fria e calculista; eu vi ali futebol, passes, entradas pelas laterais & geometria descritiva. Que os jogadores portugueses são mais talentosos; então encontrassem jogo mais talentoso, porque Ballack, Schweinsteiger e Podolski não são nada de deitar fora, pois não?

2. Espero que a pátria entre em certo sossego.

3. Quanto ao resto, espero que Stamford Bridge conheça em breve Roberto Leal, a N. S. do Caravaggio, e o guarda-redes Ricardo.

Autoria e outros dados (tags, etc)


52 comentários

Sem imagem de perfil

De Grau Zero a 20.06.2008 às 18:21

tp, esses lapsos são lixados... A selecção de Humberto Coelho no Europeu de 2004?

Concordo que o Humberto pôs a selecção a jogar bonito (em 2000) e que merecíamos ir mais longe.

Portanto, tudo o que a selecção treinada por Scolari (entre 2002 e 2008) fez de bom deve-se ao FCP de Mourinho.

E tudo o que a selecção treinada por Oliveira (entre 2000 e 2002) fez de mal deve-se a quê? À Paula?

A verdade é esta: com a vinda de Scolari a selecção tornou-se uma máquina de fazer milhões para os patrocinadores, Nikes, Sagres, Galps, BES, etc., e a esses pouco importa se ficamos em primeiro ou em quarto, querem é o povo a acreditar na coisa. E para isso é preciso ultrapassar esta guerrilha permanente.

Quanto ao guarda-redes e ao lateral-esquerdo. Ricardo, ainda no Boavista, fez uma boa fase de qualificação para o Mundial de 2002. No Mundial, inexplicavelmente, Oliveira preferiu Baía, que enterrou mais do que o Ricardo em 2008. É claro que o Baía sempre teve duas grandes vantagens: ser do FCP e poder defender com as mãos fora da área (agora três, ser comendador não é para todos). Portanto, quem agora fala do Ricardo deveria ter falado do Baía quando ele fez asneira da grossa. Além de que, depois do que se passou com a Inglaterra em 2004, Ricardo tem um lugar especial na selecção (é pena é que, com tantos técnicos, ainda não lhe tenham ensinado a sair aos cruzamentos e a impor-se nos duelos com os adversários · nisso o Baía era exímio, nem que fosse no kung-fu...). Para lateral-esquerdo deveria ter sido encontrada uma solução no mínimo satisfatória, e não foi. Scolari tinha Caneira, que não é lateral-esquerdo mas é bem melhor que Paulo Ferreira nessa posição (e é melhor como central no jogo de cabeça, como o dos alemães...), o Jorge Ribeiro, que é mais médio do que defesa ou mesmo o Veloso, que pelo menos tem pé esquerdo. Optou pela pior solução e lixou-se. (Quer dizer, ele não. Sempre deu rodagem a um jogador do Chelsea...)

Quanto aos portistas terem sempre razão, não admira. Também se diz que o Valentim Loureiro se fartava de ganhar a lotaria ou o totoloto ou lá o que era. E até conseguiu ser campeão com uma equipa de trauliteiros. No fundo, são exemplos do país: há sempre uns espertos que se safam, dê por onde der.

Além disso, para saber que nenhuma equipa vai longe sem defesa-esquerdo e um bom guarda-redes não é preciso ser génio (o Jesualdo Ferreira na final da Taça de Portugal é que parece ter-se esquecido de ouvir o papa).

Comentar post




Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.