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O cantinho do hooligan. Olhar em perspectiva.

por FJV, em 20.06.08

1. O aborrecido em futebol é que alguém tem que perder e às vezes quem  perde são os nossos. Antes assim, do que aumentar a bolha do «somos os maiores»; porque não éramos, dadas as circunstâncias de termos um treinador que insiste em burrices consagradas ao som de Roberto Leal. Com outro treinador, estes jogadores iriam mais longe. Maiores foram os alemães, mais rápidos, mais sólidos, mais concentrados e com uma bússola que lhes mostrava a direcção da baliza. Mesmo assim, a rapaziada não jogou mal mas a verdade é que depois de rever as partidas contra o Azerbaijão, a Polónia ou a Finlândia, compreende-se: Scolari gosta de futebol de flippers: cada jogador transformado num botãozinho, Ronaldo preso ao lugar menos indicado e todos a jogar para a equipa (eu nunca percebi isso), com a excepção de Deco, que esteve genial (apenas ele, valha a verdade). Alguns comentadores falam da Alemanha fria e calculista; eu vi ali futebol, passes, entradas pelas laterais & geometria descritiva. Que os jogadores portugueses são mais talentosos; então encontrassem jogo mais talentoso, porque Ballack, Schweinsteiger e Podolski não são nada de deitar fora, pois não?

2. Espero que a pátria entre em certo sossego.

3. Quanto ao resto, espero que Stamford Bridge conheça em breve Roberto Leal, a N. S. do Caravaggio, e o guarda-redes Ricardo.

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52 comentários

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De bloom a 20.06.2008 às 16:43

é, está a dar - há muito tempo que está - bater no Ricardo. Não é de facto um grande guarda-redes mas para jogar na selecção, tirando o Quim, nao vejo melhor. E incluo neste "não vejo melhor" guarda-redes recentemente reformados. Ou insinua-se aqui que o Baía era bom guarda-redes? Ide perguntar aos culés de Barcelona o que pensam dele...
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De Fernando Antolin a 20.06.2008 às 16:43

Adeus Euro2008.Olá fogos de Verão,olá silly season !! e pur si muove...
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De Raivinha de dentes... a 20.06.2008 às 16:59

Caro sr. Tp:

Borrifar-se é mesmo com "o". As minhas desculpas.

Kapo Mafioso na prisa.
Já faltou mais, não acha?

Ai quando a parte submersa do iceberg começar a desnudar-se...
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De tp a 20.06.2008 às 18:13

Caro raivinhas,

O Pinto da Costa na prisão ? Porquê ??
O Otelo mandou matar pessoas e a Mizé, entre outros, deixou que o processo prescrevesse. Camaradas, camaradas.....
E agora esse expoente da sensualidade lusa na magistratura vai prender o P Costa? Porquê ?

Porque o PGR, esse ser imparcial mas que proferiu para as câmaras de TV as imortais palavras " estar para a justiça como o Simão para o Benfica " quer ?

Ou porque o seu comparsa da cúpula do Ministério Público é o apatetado João Correia, o brilhante advogado benfiquista que não percebeu nada do acordão da Uefa mas quer prender o Pinto da Costa?

Prender por prender não seria melhor prender o Vieira por atentado à estética com aquele bigode ?
Ou prender o Chalana por atentados repetidos à inteligência ( nem falo da pedofilia ) ?
Ou prender o Malheiro por ser um anúncio ambulante ao azeite e não ter licença para tal ?

E , por uma simples questão de justiça, não seria de prender os benfiquistas, que salivam quando o inenarrável bronco Vieira faz mais uma promessa ( esta de processar a FPF é de ir às lágrimas ) por salivarem sem causa aparente ???

Mas prendam o P Costa, pois sem dúvida isso vai fazer por exemplo o Makukula tornar-se um bom jogador.....
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De Almirante Reis a 20.06.2008 às 18:48

até porque só o Pinto da Costa conseguiria transformar o Makukula num bom jogador. Veja-se o resultado obtido com portentos como Folha e Secretário (vendeu-o ao Real Madrid!!!!). Isto sem falar de ter transformado Vitor Baía no melhor guarda-redes do mundo (excluíndo a Catalunha, claro).
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De Rui Marçal a 20.06.2008 às 22:05

Coloquei um post no meu blog exactamente sobre este tema. Convido-o a dar uma vista de olhos: www.oencadeamento.blogspot.com
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De Rui Marçal a 20.06.2008 às 22:06

Coloquei um post no meu blog exactamente sobre este tema. Convido-o a dar uma vista de olhos www.oencadeamento.blogspot.com
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De jpt a 21.06.2008 às 02:08

só para fazer os quarenta comentários ...
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De Raivinha de dentes... a 21.06.2008 às 09:22

Obrigado, sr Tp, muito obrigado por traduzir:

Toda a gente, incluindo os acólitos, já sabe quem é o Kapo Mafioso.

A corrupção não existe no futebol, como todos sabemos.
Bimbo da Costa não é o expoente máximo do que pior há na gente portuguesa: chico-espertismo, arrogância, chulice, canalhice, corrupção.

Alguém que vive SEIS ANOS (6 anos!!) com alguém tão respeitável merece o nosso maior respeito.

Quando estiver na prisão.

Obrigado.
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De Boa apreciação dos factos... a 21.06.2008 às 10:43

Eu li o livro de Carolina Salgado com interesse, não pela absoluta veracidade do que lá vem, que cabe às polícias julgar, não pelos motivos dúbios da autora, não pela mão que possa haver de outrem na sua execução, mas sim pelo que ele comporta de descrição perfeita, psicológica, antropológica e sociológica de um "meio" que muitos conhecem mas preferem ignorar, ou por complacência, ou por cumplicidade, ou apenas por medo, puro e simples medo. E se o livro de Carolina Salgado acrescenta o detalhe dos actos individuais vistos de dentro, aquelas fabulosas histórias dos chocolatinhos aos árbitros, esse mesmo "meio" está retratado também nas escutas telefónicas do Apito Dourado, nos mil e um incidentes que envolvem a claque do Futebol Clube do Porto (seria bom conhecer os relatórios policiais e do SIS sobre a perigosidade desta claque), nas violências públicas diversas semeadas ao longo dos últimos 20 anos e que só têm em comum permanecerem impunes. Toda a gente sabe, vem nos jornais, é público, nada acontece. Há demasiado faz-de-conta para ser natural. Tem que haver cumplicidades.

PACHECO PEREIRA
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De Boa apreciação dos factos... a 21.06.2008 às 10:45

Os incidentes naquilo que eufemisticamente se tem chamado a "noite do Porto" não estão longe deste "meio". Muitas personagens são comuns, muitos sítios são comuns, há fotos e circunstâncias comuns, amizades, companhias, más companhias, jantares, carros e seguranças. O relatório confidencial da PSP sobre a escalada de ajustes de contas entre grupos violentos que o Correio da Manhã publicou esta semana é um retrato preocupante não só sobre o que se está a passar, com o seu rasto de assassinatos, mas também da inacção das autoridades que, sabendo, nada fizeram, mesmo quando as vítimas as informaram das ameaças de morte, entretanto executadas sem dificuldade. As testemunhas calam-se com medo. É à luz destes factos que se devem entender as palavras de Mourinho quando veio ao Porto com seguranças e, perguntado sobre porque é que o fazia, respondeu: "Quando vou a Palermo tenho de tomar cuidado." O special one sabia do que estava a falar.

Pode-se dizer que faço uma amálgama indevida entre casos distintos que só têm em comum a ilegalidade dos actos? Significa isso que eu defendo que há uma causalidade de mando entre A e B? Só por má-fé e para confundir as coisas é que tal se pode afirmar. O que eu digo e repito é que há um "meio" muito pouco saudável no Porto, que se tem vindo a criar nos últimos 20 anos, que goza de consideráveis cumplicidades e complacências, policiais e políticas, no PS e no PSD, onde tudo acontece e parece que nada acontece, e que, quando se diz aquilo que é uma evidência, cai o Carmo e a Trindade.

PACHECO PEREIRA
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De Boa apreciação dos factos... a 21.06.2008 às 10:46

Não os meto no mesmo saco de responsabilidades criminosas como é óbvio, não digo que A foi mandante de B num crime determinado, nem nada que se pareça, nem confundo as instituições, nem o clube, nem a cidade, com os homens que se servem delas ou do seu nome. Apenas digo que o "meio" é comum e comunicante e que as sementes de violência, as protecções e cumplicidades, os serviços e os "servicinhos" não são estanques. A "noite do Porto" tem o seu dia. E digo mais: para atacar uma coisa tem de se atacar a outra e é preciso livrar o Porto dessa doença que lavra no seu seio. Só não vê quem não quer ver ou quem, vendo, tem medo de ver.

É um "meio" que só exista no Porto? Outros "meios" existem em Lisboa, no Algarve, nos subúrbios de Lisboa, nalguns casos com diferentes níveis de perigosidade e com outro tipo de ligações políticas, com problemas étnicos diferentes, mas, em nenhum outro sítio, se associou ao nome da cidade, ou o nome de um clube, a um mesmo grupo de personagens, a um mesmo milieu, a melhor palavra para designar o ambiente miasmático em que tudo se passa.

Numa também típica reacção "italiana" - os mafiosos dos Sopranos quando são perseguidos pelos seus crimes respondem que se trata de uma perseguição aos italo-americanos -, levantam-se vozes indignadas a defender, imaginem, o Porto e o FCP "nojentamente" atacados por mim. Um deles escreve que "crimes como estes não são fáceis de explicar, as suas razões profundas são difíceis de entender. Fácil, fácil, é dizer que a culpa é do FC Porto", o que como é óbvio ninguém disse, e outro escreve esta pérola: "De Pacheco Pereira podemos esperar tudo, desde que vivamos na Área Metropolitana do Porto." As mais sinistras intenções me são atribuídas e as ameaças veladas ou às claras abundam. As mesmas pessoas que em público dizem que nada disto existe e que estou a exagerar, dizem-me depois em privado para ter cuidado, muito cuidado.
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De Boa apreciação dos factos... a 21.06.2008 às 10:48

14 de Dezembro de 2007. Ambos se inserem numa campanha de ódio ad hominem, sendo que a desonestidade e falsidade do primeiro, escrito por um responsável do jornal de que José Saraiva foi director, intitulado "As costas largas do FC do Porto", representa uma deturpação deliberada destinada a acirrar a violência cujos ecos se encontram aqui entre insultos e apelos à agressão física.
Os jornais do Porto e alguns desportivos, cujo papel na denúncia deste tipo de "meios" é escassa para não dizer nula, mesmo quando agressões violentas a jornalistas os deveriam ter obrigado a um sobressalto moral, fazem assim um péssimo serviço à cidade e aos seus valores. Deveriam lembrar-se do rol das agressões a jornalistas que se estende desde o final dos anos 80 até aos dias de hoje e em que os jornalistas desportivos têm um lugar de honra, mas não só. Carlos Pinhão, Eugénio Queirós, João Freitas, Manuela Freitas, Marinho Neves, Paulo Martins, entre outros, a que se associa José Saraiva, militante do PS e director durante muitos anos do Jornal de Notícias, já falecido, conheceram o "meio" na prática.

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