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Uma sociedade livre sem liberais.

por FJV, em 19.05.08

Escreve Henrique Raposo no Expresso: «É impressionante o silêncio em redor da criação do secretário-geral do sistema integrado de segurança interna. Esta personagem controlará todas as polícias do país e despachará directamente com o primeiro-ministro. Mais: esta figura sinistra será nomeada pelo próprio primeiro-ministro. Como é evidente, esta concentração de poderes é inaceitável. Não é uma questão de opinião. É uma questão de facto: numa democracia liberal, não pode existir intimidade entre governo e polícia. Quando digo isto não estou a entrar no mercado da indignação; estou apenas a ser analítico, ou seja, estou somente a relembrar que os governos democráticos não podem ter um superpolícia no bolso.»

[Via Atlântico.]

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4 comentários

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De ViriatoFCastro a 20.05.2008 às 03:20

Eu não sei se o Presidente da Asae vai gostar de receber ordens.
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De Jeronimo a 20.05.2008 às 09:34

Este Henrique Raposo continua a não desiludir quem dele sempre espera tiradas demagógicas e histriónicas. Deturpa os factos, faz uma leitura turva das situações e depois desenvolve de forma cínica e "analítica" a sua própria interpretação. De caminho não hesita nos adjectivos gratuitos para dar um ar mais dramático. Figura sinistra ? Porquê ? Já se lhe conhece alguma forma de actuar que o justifique ? Controle das polícias ? Ou antes sincronização das equipas das diferentes polícias envolvidas na resposta a acontecimentos extraordinários ? Há leguas de distancia entre estas duas interpreta;oes mas isso já se sabe que não interessa aos leitores sem pressa, ávidos de informação condensada de rodapé. São estes leitores (a maioria, infelizmente) que consomem incondicionalmente todos os disparates produzidos pelos Raposos demagógicos que por aí pululam .
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De Pedro Lérias a 20.05.2008 às 20:25

Saliente-se que isto se passa quando o novo super-cartão do cidadão se instala no nosso país sem qualquer tipo de debate sobre os seus riscos.

Um cartão que prevê um campo de informação em branco para futura informação que se considere relevante.

Como o quê? De que partido faz parte? Se tem registo criminal? Se é homossexual? Se é cigano?

E o silêncio é quase total sobre estas questões (redução de liberdades fundamentais e controlo estatal).
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De ViriatoFCastro a 22.05.2008 às 04:11

É bem apontado o que o Pedro diz. Que há um certo manto de ensurdecedor silêncio a cobrir tudo com a imagem de modernidade, sofisticação e tecnologia. Mas no fim de tudo, esse silêncio será incómodo e pernicioso.
Ainda anteontem, por exemplo: várias toneladas de bacalhau foram apreendidas pela ASAE em mais uma das suas rusgas. Grande aparato, grande reportagem. Em remate de notícia, pudemos ouvir, qual rodapé mais coloquial, algo do género: "Ah e é verdade, a ASAE também fechou mais quatro padarias por não cumprirem os requisitos de higiene". Ora, assim sendo, sempre concluo que antes de vir tal silêncio, vem a gritaria proselitista, o marketing político agressivo bem instalado e uns quantos mais spin doctors, em tom de autoridade, a levantar "fumaça"; para logo depois, nessa confusão se aproveitarem do silêncio. É que este silêncio é o tal limiar que fica entre a verdade dos factos e a "cosmética" que vai "pintando" tudo com umas lindas cores para que ninguém preste muita atenção ao resto.
Se a verdade anda por rodapés é porque a reduzem a isso. Mas que convém ir estando atento a ela, lá isso convém.

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