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Reler.

por FJV, em 05.05.08

A entrevista de Pedro Passos Coelho a António Ribeiro Ferreira, no CM de ontem, é um marco na história do PSD e é natural que suscite entusiasmo. Não sei onde andou Passos Coelho até agora mas, se esteve a estudar a lição, foi tempo bem empregue. Reconhece-se a sua filiação ideológica, mas percebe-se que o PSD das suas facções tradicionais não tem ali lugar. Também não se sabe até que ponto os militantes do partido, os que têm direito a voto, estão despertos para esse tipo de discurso e de ideias. É provável que a partir de agora ele venha a ser visto como o candidato com ideias mais modernas e dê voz ao eleitorado flutuante do PSD (a classe média das cidades) mais do que às concelhias – que têm sido um factor de atraso estrutural do partido. Se isso basta para ganhar as directas, não se sabe. Mas depois de ter dito o que disse está aberta a porta para a reforma antecipada dos dinossauros, de Santana a Jardim, passando por Menezes e pelo hemiciclo laranja de hoje.

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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3 comentários

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De CristinaGS a 06.05.2008 às 09:43

O que me impressionou na entrevista foi a solidez das suas convicções hiperliberais. A social-democracia renovada? Um País quase sem Estado? Um País só com Mercado? Não sei, não sei.
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De douro a 06.05.2008 às 14:27

Canta bem mas não encanta, e a letra é um lá lá lá.
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De Laura a 06.05.2008 às 20:17

Pois eu também não vou nesta, não... é o vais!
Esse PSD do Pedro Passos Coelho nada tem de social democrata. E é por isso que não percebo o que é que você, FJV, vê de "anti-stablishment" no discurso do PPC!
Ele dá voz à velha treta do PPD de Santana Lopes, só com mais decoro e mise en scène ortodoxa.
Mais nada.
Ora, por muito que o conceito de "social democrata" tenha de indeterminado - variando com o intérprete e o flanco do PSD -, essa continua a ser a pequena subversão que lhe dá força anímica ( e a que é precisa para espantar de vez, se possível, os interesseiritos da coisa pública...).

PPC é um homem 'agradável', mas mais nada.
De resto, muita gente percebeu o óbvio: - ele é um mero »boy" do Ângelo Correia e quejandos.
Serve para legitimar o lobby dos negócios.

Para isso eu não sirvo.
E para isso mais vale deixar o país como está: - não há diferença alguma.

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