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Gama & Jardim

por FJV, em 31.03.08
Os socialistas madeirenses estão zangados com Jaime Gama e têm razão para isso, porque um partido não é, propriamente, um fórum de debate para filósofos (muito menos o PS, apesar de o seu líder se chamar Sócrates), mas um corredor que dá ou devia dar acesso ao poder. Os socialistas madeirenses lembram que Jaime Gama chamou Bokassa (o ditador africano) a Alberto João Jardim há dezasseis anos, e que agora lhe elogia a obra e o trajecto; ora, dezasseis anos são uma eternidade que pode ter mudado quer Jardim quer Jaime Gama. Pelo que conheço de Jardim, não parece que se tivesse alterado muito do perfil e da substância da sua figura política; já de Jaime Gama não sei, mas tenho as minhas impressões sobre o PS – e uma delas é a de que o presidente do Parlamento (e segunda figura do Estado) não costuma dar ponto sem nó, ou seja, nunca é inocente num deslize, se se trata de um deslize. Jaime Gama a elogiar Jardim significa que ignora o partido – e que Jardim deve ser reanalisado. E que quis dizer aquilo que disse.
[Da coluna do Correio da Manhã.]

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2 comentários

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De ViriatoFCastro a 01.04.2008 às 00:41

Os hábitos que se adquirem com o exercício do poder têm qualquer coisa de irónico. Será deslumbramento? Enfim, o Astérix encontrou um Obélix... Penso eu de que...
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De Cristina Miranda a 01.04.2008 às 14:59

Não será a "graxa" de Gama, uma tentativa de levar Jardim a se candidatar à presidência do PSD?
É que não deve dar muito gozo, ao PS, ter como oposição o Menezes.

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