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Ponto final.

por FJV, em 29.03.08
Ponto final. Ponto final mesmo. Como estive fora uns dias não reparei neste fragmento de uma notícia do Público e do Correio da Manhã: «Numa das reuniões do conselho executivo, a professora Adozinda Cruz confirmou que autorizou os alunos a manterem os telemóveis ligados, permitindo-lhes que ouvissem música. Patrícia terá extravasado a ordem atendendo uma chamada da mãe.» [bold meu]
O que isto significa? Que estão bons uns para os outros. Ponto final. Uma pessoa vê as notícias, lê os relatos e ouve testemunhas; forma uma opinião, não só porque a opinião é barata mas porque tem de ter opinião ou então não vale a pena andar por cá. E de repente, faz-se luz: estão bem uns para os outros. Bom proveito e, como diz o João G., parabéns à prima. Vão pentear macacos.

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28 comentários

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De TalvezTeEscreva a 31.03.2008 às 18:02

Na minha opinião este caso do "dá-meotelémóbeljá" assumiu proporções absurdas e nada construtivas nem para os miúdos da mesma idade, nem para os professores muito menos para a instituição Ensino em geral. Leio os comentários ao seu post e presumo pelo teor de alguns que são redigidos por professores que escrevem "gramar", "vai pentear macacos", "lolinho" e afins... E relembro a manifestação de professores, e a histeria, e os gritos e os modos bruscos como se manifestavam e, pior ainda, a falta de substância e conteúdo nas respostas às perguntas de rua dos reporteres. O respeito é como a boa reputação ou a credibilidade ou o bom nome, conquista-se todos os dias pelo exemplo e basta um deslize para se perderem anos de coerência. Antigamente aprendia-se que não se escrevia como se falava, nem se falava com os pais como se falava com os amigos. Se os próprios professores não entendem essa linguagem básica domo é que hão-de saber dar-se ao respeito e fazer-se respeitar?!
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De TalvezTeEscreva a 31.03.2008 às 18:20

E só mais uma adenda:
Dos "professores porreiros" não reza a História.
Todos temos no nosso passado professores "porreiros", mas é dos severos que nos lembramos com, respeito, estima e a consideração porque foi com esses que aprendemos as bases que temos hoje para isto e aquilo.
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De TalvezTeEscreva a 31.03.2008 às 18:21

E só mais uma adenda:
Dos "professores porreiros" não reza a História.
Todos temos no nosso passado professores "porreiros", mas é dos severos que nos lembramos com, respeito, estima e a consideração porque foi com esses que aprendemos as bases que temos hoje para isto e aquilo.
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De ViriatoFCastro a 03.04.2008 às 03:34

Sem conceder no que já deixei escrito a propósito da "pirralha", volto apenas a relembrar o que também disse acerca das condições para alguém se achar consciente de si mesmo e das suas qualidades no exercício da autoridade. É como o Chivas Regall: "Ou se tem ou não se tem"... Talvez as dimensões, por razões óbvias, nunca poderão ser comparáveis, mas o certo é que por exemplo, um juiz, para ser juiz, além de fazer exames escritos e outros orais, tem ainda uma entrevista, em que muito da sua personalidade é prescutada. Tudo no sentido de se poder apurar se aquela pessoa que ali está é apta para o exercício de uma função que muda a vida de outros. Lá está, se calhar ser-se professor não é muito diferente. Afinal, devíamos sempre querer apenas aqueles que, com verdadeira vocação e sentido da sua posição social, enquanto educadores, realmente moldam as gerações futuras... talvez para que elas, mais tarde, não venham, precisamente a dar de caras com o senhor vestido de preto que lê essa coisa da "sentença". É pena que as faculdades passem ao lado da escola e a escola acabe por passar ao lado de tudo.

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