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De facto, todos falamos de educação, 3.

por FJV, em 21.03.08
Pergunta o Eduardo Pitta, a propósito do caso Carolina Michäelis: «Onde é que está a novidade?» Precisamente aí, Eduardo. Ao contrário de Laranja Mecânica, pelo menos, este não é «o resultado de um sistema que exclui largas franjas da sociedade». Nada a ver. É o caso de um sistema que absorveu todos os vícios de todas as franjas da sociedade. Não, não é na Cova da Moura, para onde «o sistema» enviaria polícias com medo de alterações na ordem pública; é no Carolina Michäelis, se me posso explicar assim, onde em Dezembro passado uma aluna agrediu uma professora por esta lhe ter dado negativa, para não falarmos de outros casos. Pode não se ser sociólogo para compreender estatísticas, mas a ideia é simples e o Manuel Jorge Marmelo escreve-a de forma clara neste post. Pode não haver novidade em relação ao fenómeno, à violência, ao bullying entre estudantes e contra professores; mas não creio que baste considerar que é inevitável a nossa entrada no cosmopolita mundo das agressões dentro das escolas.
Compreendo a ideia: não vale a pena fazer escândalo, só porque isto acontece a cada passo. Se é assim, de acordo.

Por outro lado, não vejo como o governo deva ser ouvido no parlamento a propósito disto. Levar a ministra ao parlamento por este caso é, naturalmente, um exagero; tudo devia ser resolvido na própria escola, com recurso a um processo disciplinar simples. Tirar conclusões sobre o sistema de ensino a propósito de uma aluna que agride uma professora e de um grupo de vândalos que lhe chama velha é, manifestamente, exorbitar. Mas trata-se de um retrato que não vale a pena desvalorizar.

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13 comentários

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De António P. a 21.03.2008 às 23:43

Boa noi^te,
A questão ( ou uma delas ) é como o FJV diz querem levar logo o caso para o parlamento quando o mesmo devia ser resolvido dentro da própria escola com os regulamentos existentes. Mas será que existem ? E se existirem será que são aplicados ?
Quanto ao isto ser novidade que me desculpe o FJV ( que é um bocado mais novo do que eu , já vou a caminho dos 55 ) mas nos anos 60, no Liceu de Oeiras uma turma cantou os parbéns a você na 1ª aula de uma professora que tinha acabado de enviuvar. Bastante mais violento e pesado do que a luta pelo telemóvel. A puniçãp foram três dias de suspensão colectiva.
E se passarmos a contar todos os casos de indisciplina mais grave que se passem em todas as escolas do país de certeza que tinhamos notícias todos os dias. Esta visão tremendista e de que tudo é o fim do mundo também me parece excessiva.
Bom fim de semana

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