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O centro, pobre centro.

por FJV, em 05.03.08

Parece que vai nascer um novo partido “entre o PS e o PSD”, “humanista” e que “quer estar ao centro”. O seu líder diz que quer oferecer aos portugueses uma “política da esperança”. Convenhamos que não é muito original –a ideia é baralhar o ‘centro’, que já anda confuso e espatifado e cheio de patifes. O projecto do Movimento Esperança Portugal integra-se naquele conjunto de iniciativas cheias de boa vontade e de ingenuidade que todos os cardiologistas gostariam de ver a contaminar a sociedade. Felizmente, a política não se fez para quem quer conciliar os portugueses e fazer-lhes ver o caminho da alegria – para isso existem o futebol, a psicanálise, o sexo e até a religião, entre outras coisas. A política é um mundo complexo cheio de compromissos, descaramento e gente de mau-feitio. É nessas coisas que acreditamos. Quando ofereceram o poder ao Mestre de Avis, explicaram-lhe: prometa o que não pode, ofereça o que não tem e perdoe a quem não o ofendeu. Aprendam.

[Da coluna do Correio da Manhã.]

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8 comentários

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De Orlando Nascimento a 05.03.2008 às 21:56

O Mov. Esperança Portugal pode ser apenas o sonho de uns idealistas ingénuos (há quem ache que são mais uns que se vão encher no tacho do Estado...), mas com este PSD sem rumo, e com alguma desilusão do eleitorado face ao PS-Sócrates, é capaz de fazer um brilharete nas legislativas de 2009...

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