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O cantinho do hooligan. Assobios.

por FJV, em 20.01.08
Em futebol também não há verdades absolutas, mas o que o Jorge Marmelo escreve no Teatro Anatómico aproxima-se ligeiramente.

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3 comentários

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De Miguel Araújo (Migas) a 20.01.2008 às 21:02

Caro Dr. Francisco José Viegas
Como refere, não há verdades absolutas. Acho que nem mesmo no sector espiritual. E muito menos no futebol ou na política.
Portanto, parece-me haver também espaço para outra versão/opinião.
Embora também portista, não me parece que o Quaresma tenha razão.
É certo, e saberá isso melhor que eu, que há gente que vai aos estádios sem a minima noção do que lá está a fazer ou do que está a acontecer. Por outro lado,´parece-me óbvio que, sendo o futebol praticado por homens (e mulheres), todos têm direito a errar, como condição humana.
Mas há, neste caso, que considerar:
1. O FCP, de tão garnde que é, não pode viver à custa de A, B ou C. Uma das características do "emblema dragão" sempre foi, mais do que o individual, pautar pelo colectivo.
2. Quem vai ao futebol, paga bilhete, quota, ou até mesmo "nada", mas vai para ver um espectáculo. E tal como em qualquer espectáculo, o que não está correcto, falhou ou ultrapassa os nossos conceitos de bom-gosto e toca as nossas emoções, deve ser expresso, quer pelo agrado, quer pelo contrário. E já nem vou falar na questão do valor monetário que os jogadores auferem. Não estão lá só para serem aplaudidos. Se falham, devem ter a humildade de saber pedir desculpa e aceitar o desagrado do seu público.
3. E é neste campo da humilddae que muitos jogadores, e no caso concreto do Ricardo Quaresma, que as coisas do nosso futebulês andam muito mal. É o mal de quando se idolatra muito um individuo, o mesmo não saber voltar com os pés à terra. O futebol é um desporto colectivo, para outro espírito há o atletismo, o xadrez ou o golfe.
4. E não me parece que o tipo de reacções tidas no fim do jogo, perante a imprensa, abonem de alguma forma o jogador. No caso de jogar num Real Madrid, Barcelona, Deportivo, Arsenal ou Manchester, à primeira reacção destas perante o desagrado do público, nada mais restava ao Quaresma que pedir desculpa, esforçar-se muito mais (assumindo de facto a sua capacidade como jogador) e quiçá até chorar.
Cumprimentos portistas
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De lipemarujo a 21.01.2008 às 12:34

O Quaresma disse que estava farto dos assobios e meio povo saltou em sua defesa. Muito gostamos nós de vítimas. A preocupação com os assobios a Quaresma não devia sequer existir, o rapaz que passe mais a bola e a coisa resolve-se, se não passar tem que levar com os assobios e quem assobia tem de levar com ele a não passar a bola. Não aqui mais nada a dizer. Devíamo-nos era preocuparmo-nos com os insultos aos árbitros e aos adversários vindo das bancadas. Mas não, há que prótegé u minino.
E mais, Quaresma nem é assim tantas vezes assobiado como se quer fazer crer, mas parece que chegou já àquele patamar dos intocáveis, à boa maneira de Scolari.
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De josé manuel (Porto) a 21.01.2008 às 13:12

Talvez seja altura de recordar, neste inverno já primaveril, que daqui a um ano muito provavelmente o Quaresma já não será jogador do F . C. Porto. Há que o apreciar até à última trivela , até ao último falso falhanço, presságio de próximo golo. Como aconteceu nos anos dourados de Mourinho, aproveitemos a hora, que ela breve se anuncia. Calem-se os imbecis, que o Quaresma não é um qualquer funcionário daquela arena: ele é a fera, e o domador. Desculpem o 'lirismo', mas o desabafo impõe-se: deixem o gadjó errar, errar sempre, até trivelar excelente. Oh, Quaresma, não te zangues, cala a turba, cala bem fundo nosso azul.

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