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Mas enfim, vai haver um hospital.

por FJV, em 18.01.08
O bloco de partos do Hospital de Chaves foi encerrado porque enfim, não fazia falta, está a 68 kms de Vila Real, e bem podem as grávidas de Sto. António de Monforte, Mairos, Izei, Chaves, Faiões, sei lá, Curalha e até Bolideira e Tronco, que já ficam a quase 100 kms, ir para o bloco de Vila Real, onde há tudo, essas merdas. Claro que os pais de Chaves esconderão dos filhos esse trauma vergonhoso que é terem nascido em Vila  Real, a cidade rival sobre a qual se contam histórias que nem vale a pena lembrar. Brincadeira. O que interessa não é isso. O que interessa é que acaba de nascer o Hospital Privado de Chaves que vai ter bloco de partos porque enfim, há 300 pequenos partos, o que já é negócio, antes que se lembrem de ir nascer a Verín ou a Ourense, porque, como me dizia um antigo colega de liceu, antes nascer em Verín do que em Vila Real, são coisas daquelas paragens. E acabo de saber que a filha nasceu mesmo em Verín, que sempre é terra nosa.

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8 comentários

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De emgestaocorrente a 18.01.2008 às 19:29

E os crimes das últimas 24 horas?
2 mortes de 2 bebés na estrada, em ambulâncias não medicalizadas e apenas com um motorista.
Diferença em relação ao Chade: no Chade, provavelmente, não haveria ambulância...
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De simbiose65 a 18.01.2008 às 20:07

Também é por causa destas "brincadeiras" da nossa classe política que as pessoas vão paulatinamente deixando de comparecer nas mesas de voto. Enquanto me tratarem com os pés e me considerarem cidadão de 2ª, não ponho lá os pés. Em dia de plebiscito, farei como a nossa ilustre classe de deputados e irei em trabalho de representação parlamentar para...o allgarve .
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De Ana Cristina Leonardo a 19.01.2008 às 00:07

o encerramento do estatal e a abertura do privado só pode ser coincidência. porque longe de mim ser paranóica
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De Mónica a 19.01.2008 às 11:02

eu espero que os profissionais que vão trabalhar nesse hospital a abrir tenham a oportunidade de fazer a sua casuística em outros locais (como é frequente: aprende-se no público e ganha-se a vida no privado). de outo modo, não será lá muito aconselhável dar à luz nesse hotel.

podemos discutir se abrir aqui, fechar ali, abrir agora, fechar agora. sabemos que aí interferem outras coisas além da questão técnica. mas esta discussão do deixar aberto é que é bom, fechar é sempre mau é que é pobre, explora a ignorância das pessoas e serve muito bem os interesses politiqueiros.
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De Sofia Loureiro dos Santos a 19.01.2008 às 21:26

Há um número mínimo de partos/ano mínimo que um Obstetra ou uma Enfermeira Parteira devem fazer para adquirirem competência para essa função, tal como há um número de cirurgias/ano que um cirurgião deve fazer para se considerar que tem experiência para trabalhar, o mesmo em relação à actuação em urgência e emergência. Gostaria o Francisco José Viegas (FJV) que o seu filho nascesse às mãos de um especialista que trabalhasse num hospital que não cumprisse esses requisitos, internacionalmente aceites? Acha o FJV que o SNS não deve obedecer a esses requisitos? Tem conhecimento exacto qual a experiência que os profissionais que vão trabalhar nesse hospital têm, quais as condições postas aos proprietários e aos seus responsáveis?
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De Rui MCB a 20.01.2008 às 00:13

Eu até percebo os argumentos da Sofia, mas também percebo que está longe de ser um dado adquirido que fechando-se estes hospitais e urgências e demais valências, o que o Estado oferece seja esse profissional especializado e experimentado. Objectivamente há zonas do pais que passam de pouco para nada e nesses casos eu preferiria sempre o médico zarolho que fez dois ou três partos na vida e que está ali ao lado à ambulância rançosa dos bombeiros voluntários locais prometida para breve. Tal como prefiro saber que tenho um médico 24 horas no centro de saúde do meu concelho a sabê-lo apenas disponível na sede do distrito ou até mesmo logo ali ao lado na vizinha Espanha.
Não se percebe que fechem urgências em Dezembro e que depois venha o Ministro dizer que lá para Fevereiro/Março haverá as alternativas como foi dito neste caso. Ou melhor, percebesse, percebesse que o homem está pouco se lixando. Se não está, parece e o que parece nestas coisa é que conta.
Perdeu-se um ministro corajoso indispensável neste ministério mas que se perca de vez que já é tempo.
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De Anónimo a 21.01.2008 às 15:53

eu estou completamente de acordo com o que diz a Sofia e acho graça a muita gente que defende a manutenção destas coisas, mas para o povo, que não tem direito a escolha, porque quem pode vai ter as crianças a local seguro. O mesmo se passa com as escolas que fecham, não deviam fechar mas não queria lá o meu filho, esse tem direito a outras perspectivas que não sejam uma escola no cu de judas com 6 miúdos em todos os anos. Aqui em Coimbra, e não estamos no cu de judas, ninguem com direito a escolha põe os filhos nas escolas pequenas dos suburbios, todos os querem nas escolas centrais
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De jmac a 22.01.2008 às 13:09

isto tem, também, a ver com o ordenamento do território, e o ordemanento do território tem a ver com a democracia.
a nossa paisagem desfeada e traficada pelos especuladores gananciosos, pelos autarcas alarves, pelos urbanistas e arquitectos oportunistas, mesmo assim ainda vai a tempo de ser selva.
paradoxo este, em que precisamos de gastar milhões de euros a recuperar o que os 33 anos de democracia conseguiram destruir pelo absurdo que foram as obras públicas e privadas (motor da economia?).

http://hardblog.blogspot.com/2008/01/territrio-democracia.html#links

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