Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



68 cêntimos por mês.

por FJV, em 08.01.08
Não sei se ficou claro para todos: são 68 cêntimos por mês que o governo vai pagar aos reformados para não lhes entregar, em Janeiro, o aumento a que têm direito relativo a Dezembro. O secretário de Estado explicou na SIC essa sua tendência para a generosidade: «Não seria aceitável que os pensionistas recebessem um valor de pensão qualquer em Janeiro e no mês seguinte o valor do seu recibo de pensão era menor, diminuía.» Não seria nada aceitável. Está na cara. E quanto a juros, qual é o banco em que o governo tem conta?

Autoria e outros dados (tags, etc)


9 comentários

Sem imagem de perfil

De Luísa a 09.01.2008 às 00:29

Ouvi dizer que a forma de pagamento dos retroactivos foi acordada em Conselho de Concertação Social. Mas não o foi, certamente, a inominável explicação do secretário de Estado.
Sem imagem de perfil

De 68 cêntimos, um balúrdio a 09.01.2008 às 00:45

"em que banco tem conta?" Essa é boa! Não só já não controlam a Caixa dos Depósitos como estão em vias de perder o Millenium. Saiu-lhes o tiro pela culatra*, desta vez. O primeiro de muitos, espero.

* excepto ao amigo Vara, claro, que em mais uma fantástica demonstração de equilibrismo em cima de uma carica apresenta o arrojado e perigoso número de concorrer ao um lugar no Millenium sem abrir mão do lugar na Caixa.
Ruuuuufa o tambor....
Sem imagem de perfil

De perdulario a 09.01.2008 às 01:13

Calma, nem tudo é mau. 68 cêntimos dão para muita coisa.
Por exemplo em Janeiro podem comprar o "Factos Incriveis" na Webbom, http://snipurl.com/1wxx3, em Fevereiro dá para comprar esse fantástico "Ricardo Coração de Leão", na Byblos http://snipurl.com/1wxx6.
Já em Março é mês de comprar, também na Byblos o maravilhoso
"Tsa - Rong - o Inacessível Falcão Turquesa", http://snipurl.com/1wxxa.
E de Abril para a frente alguma coisa se há-de arranjar,todos os meses, para estafar à doida os sessenta e oito cêntimos dos rectroactivos.
Y Viva la Vida Loca!
Sem imagem de perfil

De José Manuel (Porto) a 09.01.2008 às 02:18

Um comentário um pouco lateral ao episódio em questão: não seria vantajoso para a maioria dos pensionistas receberem em 12 prestações mensais os actuais 14 meses? É que sem aumentos reais isso iria permitir um aumento de 16,6% na liquidez de 10 meses do ano (e, claro, uma quebra acentuada nos 2 meses com subsídio). Para quem vive 'à tangente' e está à espera dos subsídios para remendar as contas o efeito poderia ser positivo. Poder-se-ia começar numa base de livre escolha (12 versus 14 meses), podendo o sistema bancário (em especial o banco público, CGD) disponibilizar sistemas de poupança automática dos duodécimos dos subsídios de férias e Natal, de modo a satisfazer quer o sentido de aforro quer a disponibilidade à ordem. Talvez isto pareça cosmética. Mas, quem sabe, se fosse perguntado aos interessados... (este é o 2º comentário, não sei se o 1º se apagou ou chegou a ser enviado)
Imagem de perfil

De FJV a 09.01.2008 às 09:00

Caro José Manuel: estou de acordo com o que escreve; mas não na substância. Isto é: €0,68 não dá para comprar certificados de aforro.
Sem imagem de perfil

De Mialgia de Esforço a 09.01.2008 às 10:38

É o Governo a criar excêntricos...
Sem imagem de perfil

De José Manuel (Porto) a 09.01.2008 às 12:20

O meu comentário foi lateral à questão dos 68 cêntimos, não a querendo menorizar ou justificar. Seria uma possibilidade de aplicação futura, aplicável também aos funcionários públicos no activo em regime facultativo. Não estava a pensar em certificados de aforro minimalistas. Mas não quero 'desmilingüir' o debate político em apreço.
(um leitor habitual da 'ODE', com gosto e proveito)
Sem imagem de perfil

De Ana Cristina Leonardo a 09.01.2008 às 12:22

Pergunta 20 valores!
Sem imagem de perfil

De Cristina GS a 09.01.2008 às 19:32

A pergunta vale 20 valores, mas a resposta nunca a teremos :(

Comentar post




Blog anterior

Aviz 2003>2005


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.