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Nem podia ser de outra maneira.

por FJV, em 05.01.08
A edição de hoje do Sol dá conta da apresentação de uma tese de mestrado, em Coimbra, sobre a má qualidade dos manuais escolares portugueses «e que aponta este factor como uma das principais razões para o mau posicionamento do nosso país nos índices internacionais de competências literárias na leitura». Não é uma novidade, mas é bom que se elaborem e se publiquem esses estudos. Convinha, no entanto, que a culpa não recaísse, inteira, nos editores, cujas sérias responsabilidades são evidentes. Essa responsabilidade deve ser atribuída, também, e em larga percentagem, ao Ministério da Educação, que esteve longos anos sem perceber (aliás, creio que ainda não percebeu) a monstruosidade que se montou em redor das inanidades, erros e disparates de muitos dos manuais que circulam pelas escolas. Como escrevi várias vezes, os pedagogos e ideólogos do ministério andaram demasiado tempo em roda livre, produzindo textos incompreensíveis e experiências pedagógicas que têm prejudicado os alunos, as escolas e os professores.

PS - No texto publicado na edição em papel, o jornal apresenta o caso de um conto de Miguel Torga «adaptado» para um manual de Português. Convido-vos a apreciarem o caso.

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6 comentários

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De Mialgia de Esforço a 05.01.2008 às 16:57

E foi preciso uma tese de mestrado para se concluir o que toda a gente já sabia?
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De Snowmass a 05.01.2008 às 17:50

Décadas atrás os livros escolares passavam de irmão para irmão ou entre famílias, sendo necessários estimá-los materialmente. E produziram estirpes de bons pensadores e de trabalhadores. Hoje, com tanto experimentalismo (será mercantilismo?) estamos a aprender que não sabemos o que os nossos pais sabiam!
Eles bem diziam que isso estava a acontecer, mas ninguém lhes deu ouvidos!
Afinal o Ministério da Educação deve ir a consultas de ORL pois sofre de surdez ou de tacanhez!
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De António Viriato a 06.01.2008 às 00:43

Não vi, mas imagino o dislate, de resto, coerente com a orientação geral do Ministério em modernizar o Ensino, que pode passar por simplificar a linguagem supostamente considerada erudita dos autores de inclinação mais clássica ainda admitidos a estudo.

Posso também imaginar o que disso pensaria e acaso publicamente o diria o saudoso Torga que também não morria de amores com muitas destas modernices, ainda que patrocinadas por supostos socialistas, hipoteticamente seus parentes ideológicos, se este conceito aqui ainda fizesse sentido, na descaracterização política dos actuais próceres do socialismo socrático.

Ainda assim e por mero desfastio, irei procurar o jornal para ler a notícia de tão descabelada iniciativa pedagógica.

Saúdo de novo a acertada opção de voltar a aceitar comentários no blogue.

AV_05-01-2008
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De luis a 06.01.2008 às 01:20

A gaija que escreveu a teses de mestrado já veio dizer que não é tanto assim, que o que está escrito no Sol não é bem verdade!
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De luis a 06.01.2008 às 01:21

A gaija que escreveu a teses de mestrado já veio dizer que não é tanto assim, que o que está escrito no Sol não é bem verdade!
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De Manuel Silva a 06.01.2008 às 15:16

Esta escrita, conforme tem vindo a ser escrita, deve ser imediatamente prescrita.
A Ministra também.

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