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País de tascas.

por FJV, em 29.12.07
Vejamos: não é demolidor. Neste caso, a ASAE não tem culpa – trata-se de uma lei da vida. Que o país de tascas acabe é uma fatalidade; mas que a aplicação da lei seja cega, surda, muda e imbecil, é outra coisa. Eu preferia deixar «o mercado» actuar em vez de ver os comandos e pelotões da ASAE ir pela província fora encerrar cafezinhos em Figueira de Castelo Rodrigo, Ervedal, Vila do Porto ou Vermoim, a armar em higienistas. Ainda está para se escrever que o futuro pertence à Starbucks.

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4 comentários

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De Torquato da Luz a 29.12.2007 às 19:32

Li, creio que no "Público", que o dono de uma tasca algarvia se suicidou, depois da visita de agentes da ASAE, que, tendo provado o medronho, acharam que o mesmo não era genuíno e mandaram encerrar o estabelecimento.
Será verdade? Não vi, até agora, qualquer desmentido...
Terá António Barreto razão, quando diz que está tudo louco?
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De mfm a 29.12.2007 às 22:17

Claro que estão doidos. Não se lembram quando a mania das limpezas e o medo dos germes era considerada uma obsessão/compulsão?
E quem abre uma tasca tendo possibilidade de arranjar um emprego? É sabido que em tempos de crise, cafés , tascas e tabacarias abrem que nem cogumelos As pessoas têm de comer e parece-me uma boa alternativa ao rendimento minímo , uma tasca.. Ora . crie emprego o Governo que as tascas diminuem logo , assim como o declinio demográfico , pois já os jovens não têm de debandar.
Já são uns 6 amigos licenciados que perdi para outros países , até para Macau se foi uma arquitecta.
E o que está a precisar de uma boa limpeza é a acçaõ politica que atingiu em Portugal niveís obscenos de bandalheira.
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De Ha Zhai a 30.12.2007 às 01:24

Não são só as tascas: as drogarias passam a ser obrigadas a contratar um técnico de farmácia - leia-se licenciado em Farmácia - para poderem continuar a vender os seus meios litros de aguarrás , terebentina e as pastilhas de remédio para os ratos. Os ditos licenciados são obrigados a exercer a actividade em balcão à parte, devidamente isolado e a informar a estimada clientela dos perigos que podem advir da ingestão continuada dos produtos à sua guarda. A propósito de guarda: os produtos ditos "perigosos" têm de ser guardados em cofre-forte.
É o fim da drogarias. Quantas têm condições para contratar um licenciado em Farmácia? Das que conheço, a intenção dos donos é fechar já no início do ano. Só aqui no bairro são três.
Mais: a ASAE não dá informações sobre o que é necessário para "legalizar" as velhas drogarias. Se se telefonar para lá a pedir informações pedem primeiro a identificação do estabelecimento e só depois avançam com alguns esclarecimentos. Escusado será dizer que nessa mesma semana, por uma curiosa coincidência, o estabelecimento recebe uma inspecção da... adivinharam: ASAE ! Uma táctica infalível para passar umas multas valentes.
A culpa não é da ASAE nem do Governo. É do povo, que é manso. Alguém acredita que os espanhóis papavam o número da ASAE como nós, papalvos, estamos a fazer?
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De António Guimarães a 30.12.2007 às 18:58

A história das drogarias lembra-me uma outra do INFARMED com as farmácias hospitalares.
O INFARMED exige e , a meu ver, bem, que haja um registo das temperaturas dos frigoríficos de medicamentos das farmácias hospitalares.
Procurada legislação portuguesa sobre o assunto, não existe.
Perguntado ao INFARMED qual dos diversos sistemas existentes (colocado individualmente em cada frigorífico? conjunto?) é o aconselhado, ninguém sabe responder.
Seria muito difícil antes de exigirem estudarem o assunto?

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