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Taxas pedagógicas e úteis.

por FJV, em 16.12.07
Sempre que pode, o Estado encontra maneira de juntar o útil ao agradável. Por exemplo, no caso dos sacos de plástico. Evidentemente que qualquer pessoa, usando uma parcela de bom-senso, acha necessário reduzir a utilização de sacos de plástico (como os dos hipermercados, de má qualidade); por mim, tento. E reduzo. Não uso do saco plástico do Expresso, que nunca trago (bem como metade do jornal), não quero sacos plásticos na farmácia ou na livraria (meto tudo na mochila), recuso sacos em muitos lugares só para transportar uma ou duas compras. Em vez de alertar os cidadãos e de lhes pedir que não abusem dos sacos de plástico, o Estado lançaria uma taxa pela sua utilização. Ganhava cinco cêntimos por unidade, o que não seria pouco. Os cidadãos seriam punidos pedagogicamente. Aumentando em cerca de 10% o preço dos cigarros, o governo continua a punir pedagogicamente: por um lado, trata de dificultar a vida dos fumadores; por outro lado, arrecada algum para o Plano de Estabilidade e Crescimento e «consolida» as contas do Estado. Há aqui uma incongruência indiscutível: se os cidadãos decidem deixar de fumar de um dia para o outro, o Plano de Estabilidade e Crescimento vai por água abaixo; mas se continuam a fumar, desobedecendo às directrizes do governo (cujo primeiro-ministro deixou de fumar; e deve ter sido bem recentemente), ajudam as contas do Estado.

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