
A fama é isto: nós, portugueses, somos
devoradores de bacalhau. Posto isto,
um ecologista pediu-nos (a todos nós, mesmo os que dão fazem parte da esquadra natalícia) para comermos menos bacalhau porque se trata de uma espécie em vias de extinção. Depois deste apelo, vários outros se seguiram, nos dias seguintes (a ordinarice é uma vaga de fundo), e com outros intérpretes (eles multiplicam-se nestas ocasiões) sempre de dedinho em riste: somos uns bárbaros, andamos a destruir o planeta com a nossa mania de comermos bacalhau, devíamos ter vergonha.
Finalmente, acabo de saber, graças a
Dorean Paroxales (agradeço muito, Dorean), do blog
Verdade ou Consequência, que «
na Grã-Bretanha se come um terço de todo o bacalhau pescado no Mar do Norte» Mais: «Na sua maioria irá ser coberto por uma camada farinácia e frito até à medula. Quando chega ao prato a espessa cobertura poderia esconder qualquer peixe e a fritura qualquer sabor. Mas eles insistem no bacalhau; aparentemente, é mais barato que a arinca (haddock).»
Pois acabo também de saber, pela Isabela (do O Mundo Perfeito), que «os povos do Báltico comem tanto bacalhau como nós»; entretanto, ela descobriu que «os MacFish são feitos de bacalhau».
Portanto, ecologistas, cresçam (como o bacalhau) e compareçam à mesa. Não me lixem.