Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]



Futebolite.

por FJV, em 13.12.07
No hard feelings a propósito do futebol. José Pacheco Pereira é o mais popular dos bloggers políticos portugueses e tenho por ele um evidente respeito e admiração. Mas não compreendo. Ou seja: entendo o desprezo pela futebolite, pelo excesso de futebol, pelo país engalanado de redes e chuteiras, pelas televisões grasnando futebol, pelo totalitarismo do futebol. Partilho desse desprezo e dessa repulsa. Subordinar a agenda dos telejornais ao futebol parece-me uma excentricidade de subdesenvolvidos. Fazer horas e horas de directo na televisão com manifestações de rua em que toda a gente diz a mesma coisa, somos os maiores, somos campeões, só queremos Lisboa a arder, ninguém pára o SLB, etc., etc., nem sequer posso atribuir ao subdesenvolvimento mas à estupidez; delirar quando um cabecilha alcoolizado de um clube diz uma palavrinha, dependurado sobre o microfone, devia ser classificado como crime e as televisões de todo o país deviam desligar-se em simultâneo.
As pessoas são como são. Pacheco Pereira pode não saber o que é um livre de onze metros e alimentar sérias dúvidas sobre a sanidade dos seus compatriotas quando comentam uma trivela ou a razão por que Paulo Bento fala daquela maneira. Mas há um excesso de hooliganismo anti-futebolístico que me surpreende com os seus sinais de distinção intelectual. Uma coisa é a futebolite, e a sua doença visível ou televisível; outra, diferente, é a natureza da espécie, onde o gene do futebol está inscrito. Esse desprezo é uma coisa muito vista, muito. Digamos que a pegar-se aos limites do inumano.

Autoria e outros dados (tags, etc)


9 comentários

Sem imagem de perfil

De Seneca a 16.12.2007 às 18:09

O sr. Pacheco tem um problema com o Porto, com o FCPorto, com os adeptos, sócios e claques mais ou menos organizadas do FCPorto. Da mesma forma, o Sr. Pacheco tem inveja do Presidente, o sr. Jorge Nuno Pinto da Costa. Por outro lado, ainda continuamos a ouvir coisas do Sr. Pacheco, que por acaso não nasceu no Porto (é da Feira) , porque é a única forma da gentinha e dos média de lisboa lhe darem atenção. Todos sabemos isso, só que poucos o dizem em voz alta. Certamente que aquela política que o Sr. Pacheco advogava , aquela favorita do Estaline, era bem mais apropriada para ele próprio. É que eu, como portuense de 4ª geração, genuíno, estou farto destes labregos que acham que podem despejar a bilis contra todos queles que inveja e o afrontam, pior ainda, quando se dizem do Porto e não passam de mouros (v.g. pessoas d'além mar, não cristãs, ou seja, do magreb). Por mim, no dia que tiver a infelicidade e me cruzar com esse pobre diabo, lhe prometo uma "bisgada" num olho e, quiçá, uma canelada bem aplicada. Aí já se vai poder queixar com razão dum "holigan" portuense, de 4ª geração, repito!

Comentar post



Ligações diretas

Os livros
No Twitter
Quetzal Editores
Crónicas impressas
Blog O Mar em Casablanca


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.