De Francisco J. V. a 08.09.2005 às 17:06
Desculpe, caro João, o meu primarismo. E os outros leitores também, evidentemente. O meu primarismo pode ser curto, em duas linhas -- o que será injusto para a quantidade de linhas escritas por F. R.--, mas diz o essencial: custa-me a entender que uma pessoa inteligente escreva coisas primárias como aquelas, cheias de lugares comuns e repetindo até à exaustão as banalidades de qualquer orador em comício de fim de campanha. Se com o meu primarismo eu posso lidar (chamo-lhe primarismo para contentar o Anonymous...), e mitigá-lo, aquele tipo de argumentação já me é estranho, ainda por cima misturado com a má-fé e o riso escarninho. Hoje, no Público, Pacheco Pereira responde a esse tom que invadiu os «comentadores oficiais» do Katrina. No JN escrevi isto: «Grandes e pequenos comentadores, dirigentes políticos e jornalistas avulsos descobriram recentemente duas coisas: que a culpa do furacão Katrina é do "sr. Bush" e que na América próspera existe pobreza em graus dramáticos. A primeira das conclusões não tem nenhuma má-fé associada, como se sabe – depende apenas da indigência mental e do carácter obtuso dos intervenientes; a segunda é resultado de má-fé, sim – a miséria, o desemprego, a pobreza nunca foram escondidos da América. Inveja, má-formação, cretinice foram servidos em doses substanciais. Ninguém resiste a uma boa cerimónia fúnebre nos EUA.»