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por FJV, em 27.08.07
||| Alberto Lacerda, 1928-2007.







Ilha de Moçambique

Desfeitos um por um os nós sombrios,
Anulada a distância entre o desejo
E o sonho coincidente como um beijo,
Exalei mapas que exalaram rios.

Terra secreta, continentes frios,
Ardei à luz dum sol que é rumorejo
Para lá do que eu sou, do que eu invejo
Aos elementos, aos altos navios!

Trouxe de longe o palácio sepulto,
A cobra semimorta, a bandarilha,
E esqueci poços, prossegui oculto.

Desdém que envolve por completo a quilha,
Sou bem o rei saudoso do seu vulto,
Vulto que existe infante numa ilha.


Alberto de Lacerda (Ilha de Moçambique, 20 de Setembro de 1928 - Londres, 27 de Agosto de 2007)
[FJV]

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