por FJV, em 31.08.05
||| Slavik.
Slavik é ucraniano. Lá, era militar. Aqui, dirige uma equipa de outros compatriotas e encarrega-se de obras de construção, pequenas e grandes reparações gerais. Ele não leu as declarações do director da emigração, mas havia de concordar. É educado no trato, rápido no trabalho, exigente em matéria de limpeza, cumpridor nos horários, competente quando assenta ladrilhos; o defeito: de vez em quando assobia aquilo que me parecem ser cânticos do Volga ou do Exército Vermelho (tem a sua melodia, reconheço, mas ele ri-se). Ninguém o chamou com «carta de trabalho»; ele veio para disputar um lugar que já ninguém queria. A «ameaça dos estrangeiros» é uma patifaria de indigentes.
Autoria e outros dados (tags, etc)
3 comentários
De Anónimo a 04.09.2005 às 16:30
Oh Carlos Azevedo também eu:
"Aguardo com expectativa o momento em que exercerão actividades adequadas à sua formação académica. Porventura, será esse o verdadeiro choque tecnológico"
Sim, porque o ensino em Portugal parece que é exercido por indigentes (gosto desta palavra, mesmo que aqui não se coadunasse)!
Um abraço
Severino
De pedro figueiredo a 01.09.2005 às 15:12
A «ameaça dos estrangeiros» é uma patifaria de indigentes.
a melhor classificac,a~o que vi ate' hoje para a dita "ameac,a".
De Carlos Azevedo a 01.09.2005 às 11:43
Moro no centro do Porto e, há uns tempos, próximo da minha casa, decorreram obras num jardim público. Entre os trabalhadores, encontravam-se alguns imigrantes dos «Países de Leste». Durante o intervalo para o almoço, era frequente vê-los fazerem exercícios em velhas gramáticas da língua portuguesa. Vejo-os também, cada vez mais, atrás do balcão em lojas comerciais. É uma novidade refrescante: sou atendido por pessoas educadíssimas que falam um português gramaticalmente correcto. Em Portugal, não estava habituado. Aguardo com expectativa o momento em que exercerão actividades adequadas à sua formação académica. Porventura, será esse o verdadeiro choque tecnológico.