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por FJV, em 21.10.07
||| A queda de um anjo.
Os «condes, viscondes, marqueses e duques» do Ministério Público e outras agremiações contestam os termos da entrevista de Pinto Monteiro ao Sol, e querem que ele se demita. Ontem, quando li a entrevista (de que gostei bastante), pensei que isto iria acontecer. Evidentemente que há aqui questões processuais; é nelas que «os condes, viscondes, marqueses e duques» se detêm (o telemóvel sob escuta, pouco mais). O resto é mesmo isso, boa entrevista.
Mas, evidentemente, para lá do ar escandalizado da reacção, há uma evidência: o Procurador-Geral da República não é Santana Lopes a almoçar em Canal Caveira. Agora, todos estamos com grande curiosidade acerca do seu telemóvel. Está sob escuta? Quem está a escutá-lo? É Nokia ou Siemens? É Vodafone, Tmn ou Optimus? Tem capas coloridas como as gravatas de Rodrigues Maximiano, ou é sóbrio como um juiz e nem câmara fotográfica possui? Que ruídos ouve o PGR quando fala ao telefone? Que campainha activou? Abrir a caixa e depois fechar a porta, não dá. Todos queremos saber, todos temos o direito de saber se alguém anda a escutar o nosso PGR. Também queríamos saber mais coisas (por exemplo: quem mais «ouve ruídos» no telemóvel ou no telefone do gabinete), mas ficamo-nos por aí. O que não obsta nada à existência de «condes, viscondes, marqueses e duques», estejam tranquilos.
[FJV]

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1 comentário

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De Luís Bonifácio a 21.10.2007 às 15:12

Viscondes, marquesas e duques, analogia correcta ao MP, mas apenas se tivesse vindo de um cidadão comum, agora quando é o REI a afirmar isso, o melhor é depô-lo já.

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