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Viver habitualmente.

por FJV, em 22.12.22

Há dez anos a fotografar gente de nenhures, que não existe

O país está a meio gás. São as vésperas de Natal, e o Natal é a véspera do Ano Novo, e o Ano Novo é a véspera do desconhecido que vem nas previsões. Parte dos que “ficaram em casa” durante a pandemia estão nessa condição agora – vivem as vésperas, tiraram férias, funcionam a meio gás, deitam um olho à televisão, sobrevivem, sobrou ainda dinheiro para presentes de Natal. Ontem começou o inverno no calendário e as “alterações climáticas” (um dia haverá uma pasta dentífrica para lavar a boca de lugares comuns) prometem temperaturas amenas durante a semana, e houve mesmo algum sol. Para esta “maioria sociológica”, mudar de vida é um incómodo. E é. A nossa pequena mediocridade favorece “o bom estado de coisas” e a concórdia nas “instituições” e entre “os órgãos de soberania” (de onde sairá o próximo candidato a Belém). Foi assim em 2008-2009 (a desgraça à frente do nariz, e Sócrates quase ganha com maioria), foi assim em 1945. É o mundo ideal, este de “viver habitualmente”, como dizia o dr. Salazar, que também ironizava sobre “a bolha mediática”. Ontem começou o inverno, tomemos nota.

Da coluna diária do CM.

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