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Os fandangos do passado.

por FJV, em 07.11.22

Ontem, no CM, Paulo João Santos estranhava a “fixação por uma figura do passado, da história, para conquistar Belém”. A figura do passado é Pedro Passos Coelho, com quem a direita sonharia como líder para defrontar, por exemplo, duas figuras como Marques Mendes (MM) ou A. Santos Silva (ASS) numa corrida presidencial. Uma coisa é “a direita sonhar”, outra é Pedro Passos Coelho cair na esparrela de Belém (por isso Marcelo quis chamuscá-lo logo, lembrando o seu nome). Porém, Paulo João Santos desenha bem o quadro quando apresenta como putativos candidatos figuras como MM ou ASS, que podem não ser figuras do passado – uma vez que aparecem na televisão, fazem movimentos e, aparentemente, é a sua voz que ouvimos – mas o encarnam na perfeição, repetindo os seus tiques, dependências e bilhardices. Portugal, que já perdeu excelentes presidentes possíveis, como António Barreto ou Laborinho Lúcio, parece estar limitado a candidatos como MM ou ASS, que evocam as catacumbas ou os fandangos do passado; diante deles, até o senhor D. Afonso II, o Gordo, que Deus o tenha, é uma voz do futuro.

Da coluna diária do CM.

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