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Bloom.

por FJV, em 07.10.22

O derradeiro romance de Saul Bellow (1915-2005) levava o título Ravelstein e foi publicado em 2000; o personagem principal inspirava-se na figura de um amigo, Allan Bloom, professor da Universidade de Chicago que morrera oito anos antes, e a quem prefaciou um dos mais importantes livros da década de 80, The Closing of the American Mind (traduzido em português por A Cultura Inculta). Bloom (1932-1992), sobre cuja morte passam hoje 30 anos, foi um dos intelectuais mais discutidos dessa década – e o livro é uma importante previsão sobre a decadência da sociedade americana, que ele comparou à República de Weimar alemã que levou ao nazismo, e sobre a crise das sociedades ocidentais tal como hoje a vivemos. Antecipando a emergência da cultura woke e do pop & rock como uma espécie de indústria da hipocrisia do capitalismo, Bloom não trouxe boas notícias: o vazio americano foi o território onde assentaria o radicalismo ideológico que tomou conta das universidades depois dos anos 60, renegando os autores e os livros clássicos. O tempo deu-lhe razão. É um grande e poderoso livro profético.

Da coluna diária do CM.

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