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Jorge Silva Melo (1948-2022).

por FJV, em 17.03.22

Jorge Silva Melo morreu aos 73 anos em Lisboa - MUNICÍPIO de LISBOA

Quando queremos falar de alguém que não se limitou a olhar numa só direção – digamos, só o teatro, ou só o cinema, ou só a literatura, mas também se interessou pela beleza em geral, pela navegação, pela astronomia, pela música ou pela agricultura – dizemos que se trata de uma “figura do Renascimento”. Talvez por isso ontem fui folhear um livro que guardei na parte das estantes em que não há tema, género ou catálogo possível: Deixar a Vida, de Jorge Silva Melo (Cotovia, 2002) é o livro de um ator e encenador que sabia que não se podia olhar apenas numa direção e que nunca o fez; senta-se a contemplar-nos e fala sobre os materiais do seu trabalho e as interrogações que a vida deixa; parece a elegância de alguém que conversa, sentado num banco de jardim, ou à mesa de uma esplanada. Século Passado, que publicou depois, tem um registo diferente mas com o mesmo tom: tão bem escrito. Tal como A Mesa Está Posta (de 2019), uma revisitação da memória. Ou, que os clássicos me perdoem, na versão que compôs para o Rei Édipo a partir da reescrita de Sófocles (2010). Fica a sua marca.

Da coluna diária do CM.

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