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O futebol arrependido.

por FJV, em 16.03.22

De repente, gritos de horror. Na política, na cultura, na moda, na diplomacia em geral e no chamado “desporto” em particular – quem não quer distanciar-se de “oligarcas” russos? Veja-se o caso de Roman Abramovich, ai dele, que a UEFA e a FIFA (além do governo britânico) agora perseguem com denodo e entusiasmo. Onde estava o génio, o investidor e o filantropo da bola, o amante de arte contemporânea (tinha uma galeria londrina e tudo, um paraíso para lavagem de dinheiro), está agora o cruel e hediondo oligarca a quem se confisca o Chelsea, porque a indústria do futebol quer mãos limpas. Tão limpinhas que o dono do igualmente inglês Newcastle é saudita, ou seja, vem daquele país que, no passado fim de semana, decapitou pelo menos 80 hereges, tudo passado pela lâmina da espada. Isto sem falar de quem ficou mesmo sem mãos. O “mundo do futebol” é tão delicodoce com criminosos e gente ligada a ditaduras ou a dinheiros muito duvidosos, que a UEFA e a FIFA, se querem limpar-se, bem podem começar por decapitar-se a si mesmas antes de se fingirem ofendidas com o que têm feito ultimamente.

Da coluna diária do CM.

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