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Dualidade de critérios.

por FJV, em 04.06.20

Parece ser cada vez mais difícil entrar no reino dos céus – mas, em contrapartida, o reino da hipocrisia está de portas escancaradas. A CGTP pôde organizar a sua concentração do 1.º de Maio e efetuar transportes de um concelho para outro no fim de semana em que estavam proibidas as deslocações entre concelhos e Portugal estava no pico da pandemia; o governo disse que tudo tinha sido magnífico. Doze dias depois, apesar de a Igreja ter vedado a entrada de peregrinos em Fátima, as autoridades civis pediram um cerco e as policiais montaram uma vigilância arbitrária. O senhor Presidente da República anunciou entretanto as comemorações do 10 de Junho apenas com 8 presenças (depois das comemorações do 25 de Abril num parlamento com 200); disse-o, claro, quando se preparava para entrar num espetáculo com 2 mil pessoas reunidas no Campo Pequeno. Há mais exemplos cómicos da dualidade de critérios e do viés ideológico que comanda o cerco às nossas vidas. Todos eles nos dizem que, como se previa, as autoridades estão a tomar o gosto à arbitrariedade. E sem fingir atrás da máscara.

Da coluna diária do CM.

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