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História, Culturas e Democracia.

por FJV, em 14.11.19

Ontem, no debate quinzenal do parlamento, falou-se também de educação, ou seja, dos chumbos até ao 9.º ano. A preocupação é definir se a “não-retenção” (que não é grande novidade) significa passagens administrativas em larga escala. As perguntas têm razão de ser, mas nem a oposição sabe fazê-las, nem o governo responde. Ora, o debate sobre educação deve referir também as matérias ensinadas na escola e o viés ideológico que começa a ser preocupante nas matérias “de humanidades”, de que a nova disciplina de História, Culturas e Democracia é um exemplo. Preocupa-me o absurdo de muitos dos textos exarados pelo Ministério da Educação, de que não se percebe nada, e que visam justificar “novas tendências” em áreas que precisam ainda, de ser discutidas, desde a teoria de género até às leituras do passado e da história nacional, ou a juízos estéticos apressados que visam evitar o esforço de pensar, de aprender e de duvidar. Uma nova ortodoxia moderninha e cheia de lugares-comuns prepara-se para tomar o lugar de outras ortodoxias velhacas. Toda a gente anda distraída com vulgaridades.

Da coluna diária do CM.

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Exceções.

por FJV, em 14.11.19

Inicialmente, PS, BE, PCP e PEV decidiram que os pequenos partidos não poderiam falar nos debates quinzenais no parlamento. A ideia é peregrina e já devia ter sido extirpada do Regimento da Assembleia da República, depois de – na legislatura anterior – se ter aberto uma exceção para dar voz ao PAN. Mas desta vez os partidos do sistema ficaram excitados com a hipótese de dar uma lição aos cerca de 200 mil eleitores que votaram Iniciativa Liberal, Livre ou Chega – proibindo-os de falar. Encostados à parede pelo Presidente, pelo presidente da AR e pela opinião pública, que percebeu a marosca, lá recuaram um pouco e atribuíram a cada um dos novos partidos um minuto e meio do precioso tempo parlamentar. Uma farturinha simbólica, uma pequena formalidade que não basta para limpar o pecado original: sim, PS, BE, PCP e PEV (estes últimos, então, são de uma simpatia enternecedora, uma vez que nunca se apresentaram a eleições senão à boleia do seu criador, o PCP) quiseram mesmo calar os eleitos, tudo em nome da lei que eles próprios criaram e à qual abrem exceções fofinhas, à medida.

Da coluna diária do CM.

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