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Chester Himes.

por FJV, em 29.07.19

Nos anos 60, os nomes de Raymond Chandler, Hammett ou Mickey Spillane (além de Simenon) foram grandes influências na história do policial português. Chandler e Hammett eram pais melancólicos; Spillane era um guia para a violência, mas Chester Himes estava no código genético de autores como Diniz Machado, Ross Pynn (Roussado Pinto), Frank Gold (Luís Campos) e até Cardoso Pires, que o referiu aqui e ali. Himes (1909-1984), de origem negra, com um historial de pequeno crime e passagem pela prisão, apesar de vir de uma “classe média equilibrada”, escreveu sobre o racismo na polícia e nas ruas do Harlem. Cidade Escaldante é o seu título mais famoso, e em livros como Razia Total, Assassinos a Frio, Tumulto no Harlem ou A Maldição do Dinheiro crescem os detetives Coffin Ed Johnson ou Gravedigger Jones. Como James Baldwin, outro negro, veio escrever para Paris; a distância da América deu-lhe uma perspetiva mais literária sobre o policial, de que é um mestre. Acabou a viver em Alicante, na Espanha, onde morreu em 1984. Passam hoje 110 anos sobre o seu nascimento. É uma grande leitura.

Da coluna diária do CM.

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