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Lowry.

por FJV, em 26.07.19

Não sei se se recordam do filme Debaixo do Vulcão, de John Huston (com Albert Finney e Jacqueline Bisset) – mas eu recordo. Há anos, fui a Cuernavaca, a cem quilómetros da Cidade do México, para ver o cenário do livro homónimo de Malcolm Lowry e ver o sítio exato (um jardim) onde se encontraria a frase que encerra o romance: ‘Este jardim é seu, não deixe que os seus filhos o destruam.” Sem saber, Lowry tinha visitado o lugar exatos 60 anos antes, a fim de – naquela paisagem perdida e solitária – salvar o seu casamento. Não conseguiu. Voltou cinco anos depois, com outra mulher – e, apesar do álcool em excesso, reuniu a memória que lhe permitiu escrever ‘Debaixo do Vulcão’, um romance que é inseparável da nossa visão do México e da imagem do próprio escritor. Lowry não é apenas um dos grandes mitos da literatura do século XX: é um proscrito da felicidade e deve ser lido com cuidado, porque ninguém fica imune à sua melancolia e à sua dor. Viajante, nómada, sem pátria (era inglês e morreu em Inglaterra aos 47 anos – assinalam-se no próximo domingo os 110 anos do seu nascimento.

Da coluna diária do CM.

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