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Veganismo.

por FJV, em 10.07.19

O problema “de segurança” que na semana passada afetou “redes sociais”, gerou desconforto em largas massas da população digital. À hora das refeições, algum nervosismo, mesmo: imagino a perplexidade de portadores de smartphone que aguardaram o regresso das redes para poderem almoçar ou jantar – porque são pessoas que não conseguem comer uma torrada em pão de sementes de papoila sem publicar uma foto no Instagram. Fazer uma coisa e publicitá-la logo de seguida é um hábito tremendo hoje em dia, sobretudo em se tratando de comida, onde há exibicionistas por todo o lado. No sábado passado ouvi na rádio fragmentos (não aguentei muito tempo) de três entrevistas com três senhoras que publicitavam as alegrias do vegetarianismo e, mesmo, do veganismo. Há nisto um certo sacerdócio: as pessoas passam da fase de não comer carne para o estádio superior, que é o da evangelização e do exibicionismo orgulhoso, quase sexual, a par com o desprezo que passam a nutrir pelo género humano em geral. Inexplicavelmente (eu, que como muito pouca carne), quando oiço estes sermões, apetece-me pedir um bife.

Da coluna diária do CM.

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