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Falar de Glauber Rocha é como estar fora do mundo.

por FJV, em 14.03.19

Hoje, no dia seguinte ao massacre numa escola de São Paulo, falar de Glauber Rocha é como estar fora do mundo – mas vale a pena recordar o nome e os filmes deste realizador brasileiro nascido há 80 anos (1939-1981), assinalados hoje. Durante muito tempo, Glauber foi sinónimo de ‘cinema brasileiro’ e, também, de oposição ao regime militar. Saiu em 1971 do Brasil, até ficar doente em Sintra, onde estava exilado, em 1971; basicamente, regressou ao Brasil para morrer. Antes disso, realizou em 1967 Terra em Transe (de 1967), o seu filme mais emblemático, com atores de primeira ordem (Paulo Autran, Paulo Gracindo, Mário Lago, Danuza, José Lewgoy, Carvana), um modo de filmar inovador e um argumento político estapafúrdio e surreal, o que lhe valeu ser premiado em Cannes e em Locarno. Negro e branco, enevoado, em planos deslocados, o seu cinema (Antonioni adorava-o, sobretudo a A Idade da Terra, de 1980) é hoje uma velharia técnica e ideológica, que revejo com um misto de prazer e de nostalgia. Morrendo aos 42 anos, Glauber é uma lenda viva e tremenda, uma das referências do Brasil.

Da coluna diária do CM.

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